segunda-feira, 11 de agosto de 2008

AINDA BEM QUE DOR DE COTOVELO NÃO MATA

DA COLUNA DO MAZZA

Lerner de novo


Mais ataques convulsivos da inveja: publicação da Universidade de Harvard coloca Lerner entre os profissionais do mundo na relação das ''Idéias Renovadoras para 2008''. Já a lista das idéias retrógradas pegaria, em destaque, vários dos nossos conhecidos, daqui e internacionais.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

OUTRA AÇÃO CONTRA MAURÍCIO


Não adianta chorar. Ricardo Bertotti, que disputou a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas com Maurício Requião, acaba de entrar com ação no Tribunal de Justiça, buscando ejetá-lo do cargo.

Segundo o blogueiro Zé Beto (http://jornale.com.br/zebeto), trata-se de uma petição de agravo de instrumento onde Bertotti, que é advogado, solicita ao Tribunal de Justiça que reveja a decisão que começou com a liminar concedida pelo juiz Marcelo Teixeira Augusto e foi derrubada em seguida pelo desembargador Xisto Pereira, que acatou pedido de Maurício Requião.

Pegou? A coisa é complicada mesmo. É que Pereira era relator substituto de Salvatore Astuti, que estava em férias. No entender de Bertotti, a decisão foi monocrática, porque não foi submetida à análise da Turma. E aí não vale.

É mais munição contra Maurício Requião, que tal como o seu irmão o governador Requião, já anda soltando os cachorros nos juízes por causa deste entra e sai do Tribunal de Contas.

O ex-futuro-quase conselheiro não está observando um conselho prudente: é de bom tom não irritar um juiz, especialmente quem têm pendências para serem julgadas.

A SOCIEDADE BRASILEIRA ESTÁ ALGEMADA


Um menor preso com algemas de plástico conseguiu se soltar, roubar a arma do policial que o conduzia, e atirar contra ele que, mesmo ferido, sacou uma outra arma e revidou contra o garoto, morto na hora. O incidente aconteceu no pátio da 25ª Delegacia Policial, no Rocha, zona norte do Rio, ontem. O PM chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu e morreu.

OPOSIÇÃO ENTRA COM ADIN CONTRA A PEC DA ÁGUA


Uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), impetrada no Tribunal de Justiça vai tentar restabelecer o direito dos municípios paranaenses de decidirem se continuam entregando à Sanepar a responsabilidade pelos serviços de água e esgoto ou se constituem companhias municipais para atender estas necessidades.

O autor, deputado Fernando Carli Filho (PSB), que integra o Bloco de Oposição na Assembléia, explica que o objetivo é anular os efeitos da Emenda Constitucional 24/2008, que proíbe a participação de empresas privadas na operação do sistema de água e esgoto nos municípios paranaenses.

A PEC da Água, aprovada no início de julho pela Assembléia Legislativa com o apoio da bancada do governo Requião, fere a regra estabelecida pela Constituição Federal segundo a qual a responsabilidade pelos serviços de concessão de água e esgoto é de competência dos municípios.

Na verdade, o governo Requião tirou a PEC da Água da cartola , para evitar que os municípios paranaenses rompessem os contratos de concessão que mantêm com a Sanepar, e contratassem empresas privadas para gerir esses serviços.

Nunca é demais lembrar que a Sanepar está aí há décadas e não cumpre com totalidade seu papel. Recente levantamento mostrou que quase metade dos paranaenses não conta com serviços de tratamento de esgoto. Mas a estatal nunca deixou de cobrar religiosamente as tarifas daqueles que não atende.

Há ainda sinais claros de gestão temerária na Sanepar. O pagamento de aditivos milionários à Pavibras, o cabide de empregos na área administrativa, demonstram a falta de compromisso da atual gestão com a população.

MAURÍCIO PEDE SOCORRO AO TC


O mano Maurício Requião está tiririca com os revezes que a Justiça vem impondo, desde que chegou ao Tribunal de Contas. Maurício não pode nem desfrutar sossegado do salarião de R$ 22 mil mensais, porque é tal de entra e sai, que deixa qualquer zonzo.

Por isso, o irmão do governador chamou a presidência do TC na responsabilidade, exigindo que esta defenda a sua nomeação que ele considera legítima, ilibada e coisa e tal.

Não aceita que os demais conselheiros assistam de camarote a ópera bufa que tem sido sua entrada na corte e que riam às escondidas pelos corredores da situação surreal.

Maurício chora a esperneia, mas sabe que no fundo seu “martírio” está longe de acabar. Primeiro porque a Justiça ainda não decidiu pelo mérito das várias ações que contestam sua ida ao TC.

Segundo porque sobre o mérito destas ações ainda há a canetada do Supremo Tribunal Federal (STF), que está aguardando apenas o trâmite da Justiça paranaense.

Pode chorar à vontade, Maurício, porque como dizia Nelson Rodrigues, o choro é livre e é de graça...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

NOVELA “O FAVORITO” NO SUPREMO


A imposição de Maurício Requião no Tribunal de Contas acaba de chegar ao Supremo Tribunal Federal, noticia o blogueiro Zé Beto (http://jornale.com.br/zebeto).

O advogado José Cid Campêlo Neto está questionando a competência do Órgão Especial do Tribunal de Justiça, para decidir sobre a constitucionalidade da matéria.

O caso caiu nas mãos do ministro Gilmar Mandes. Ele quer esperar o julgamento do mérito da questão para dar o seu parecer. O argumento ainda é o da votação secreta, rito que foi desobedecido pela Assembléia e deixou os deputados na alça de mira do governador Requião.

Com a matéria no Supremo, a situação foge dos longos tentáculos do governador que anda pressionando Deus o mundo para manter seu irmão no Tribunal de Contas.

Lá no Supremo ele não terá esta facilidade. Por sinal, as decisões que vem de lá e o envolvem, normalmente são desfavoráveis ao governador. Que assim continue!

APPA LEVA MULTA DE R$ 170 MIL DA ANTAQ


Nos últimos dias, o foco do noticiário político acabou centrado em Maurício Requião, o ex-quase-futuro-conselheiro do Tribunal da Contas.

Mas não é que o mano Eduardo, que está à frente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), ficou enciumado e deu jeito de voltar às manchetes.

É que a Appa acaba de ser multada por descumprir obrigações perante a União para gerenciar os portos paranaenses, informa Celso Nascimento, na Gazeta do Povo.

A canetada é de R$ 170 mil,que devem ser pagos à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), organismo que fiscaliza os portos públicos.

Não há um motivo específico para a punição. A Antaq cita apenas que houve “descumprimento das exigências legais e Termos aos quais se submeteu pelo Convênio de Delegação nº 037/2001/MT, e ainda, infringido as disposições da Resolução 858-ANTAQ, de 23/08/2007”. Para bom entendedor...

SOCORRO! ASSALTARAM A POLÍCIA!


Nem a polícia está mais segura. Ontem à tarde, o delegado titular da Homicídios foi assaltado no centro de Curitiba. Os larápios levaram sua carteira, com R$ 500,00.

Como ele é “otoridade”, mobilizaram esquadrões policiais e rapidamente prenderam os “meliantes”.

Enquanto isso, o secretário de (In)Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari está preocupado em mobilizar a esquerda funcionária para dar a sua contribuição na campanha do reitor Moreira, candidato de Requião. Delazari está brincando de coordenador de campanha, enquanto a bandidagem deita e rola no Paraná.

CRISE NA COHAPAR É SEGREDO DE ESTADO


A oposição na Assembléia cobrou explicações do governo sobre a crise na Cohapar. O deputado Élio Rusch (DEM), disse que o governo tem de explicar o que está havendo na companhia.

Esta semana, caíram dois diretores da empresa, o que só fez aumentarem os rumores de que a Cohapar está em estado falimentar. Há três meses, Rusch denunciou o problema.

“Na época, denunciamos que a Cohapar estava prestes a falir e que não estava pagando os fornecedores. Tínhamos documentos que comprovavam”, lembrou.

Estima-se que a Cohapar tenha uma dívida superior a R$ 8 milhões com os fornecedores. A crise financeira já estaria afetando a condução dos projetos habitacionais com a companhia, especialmente aqueles que concebidos em parceria com a Caixa Econômica Federal.

Contas a diretoria do banco estatal já teria emitido sinais de romper os convênios se a situação financeira da Cohapar não fosse sanada.

“Os jornais afirmam que a dívida ainda existe e agora diretores são afastados. Algo de nebuloso ainda assombra a Cohapar e precisamos saber o que se passa”, resumiu Rusch.

GOVERNO É CONTINUIDADE

Da coluna de Luiz Geraldo Mazza, da Folha de Londrina:

Folclore

Quanto mais Requião ataca Lerner mais projeção ele alcança nacional ou mundialmente: hoje em Belô ele fala na Casa Fiat de Cultura sobre ''A cidade em 3 dimensões''. No dia 12 de dezembro lançam em Brasília a pedra fundamental do Parque Burle Marx no fim da Asa Norte, projeto de Lerner. Ciclovias, pistas de cooper e de acesso, dois espelhos d'água, pavilhões e jardins que celebrarão a diversidade brasileira e homenagearão Frans Krajcberg, Francisco Brennand e Burle Marx. O maior feito na área cultural de Requião é o MON, construído por Lerner. Quando aprenderemos que governo é continuidade?

CAMPANHA CADA VEZ MAIS POLICIAL EM CURITIBA


A campanha para prefeito em Curitiba, que estava numa clima modorrento de repente começou a figurar no noticiário policial com assaltos a comitês, rombos de carros. Mas tem candidato que está dando uma forcinha para que as sirenes continuem ligadas.

O personagem que a equipe de Gleisi Hoffman (PT), usou para um documentário sobre moradores de rua de Curitiba, é na verdade um detento da Colônia Penal Agrícola.


No material do PT, ele é chamado de Antony José de Andrade, mas na verdade ele se chama Airton José de Andrade, tem uma ficha com 6 processos, um na Vara Criminal de Londrina e cinco na Vara Criminal de Curitiba. Responde por tráfico de drogas, furto, roubo e lesões corporais.


Airton está na Colônia Penal Agrícola, onde cumpre pena por roubo. Ele foi condenado a prisão por 5 anos e quatro meses. Cumpriu 1 ano e 11 meses e fugiu, em fevereiro de 2008. Airton foi recapturado em junho último e tem mais 3 anos e quatro meses para cumprir.


Cabe indagar: foi o Airton que engrupiu o pessoal do PT ou o contrário? E se engrupiu, o pessoal não se preocupou de checar a sua vida pregressa antes de estampá-lo no vídeo e vender uma história falsa ao eleitorado?

terça-feira, 5 de agosto de 2008

GOVERNO REQUIÃO FICA COM O DINHEIRO DO ICMS DOS MUNICÍPIOS


A Bancada de Oposição na Assembléia cobrou ontem do Governo Requião o repasse dos recursos do ICMS aos municípios. De acordo com o vice-líder do bloco, deputado Élio Rusch (DEM), o governo Requião teria embolsado mais de R$ 58 milhões retendo, indevidamente, receita de ICMS das cidades nos últimos cinco anos.

Desde 2003, de acordo com dados do próprio Executivo, o governo do Estado recebeu mais de R$ 232 milhões em ICMS através da compensação de precatórios alimentícios, mas não repassou os 25% desse dinheiro que por lei, é das prefeituras.

Rusch alerta que este procedimento é irregular, e pode configurar prática de improbidade administrativa por parte do governo Requião. De acordo com o deputado, o argumento de que o repasse aos municípios só é efetuado diante de uma ordem cronológica de vencimento dos precatórios não se sustenta.

“Não podemos aceitar isto. O governo agindo desta forma desrespeita a lei federal que regulamenta a repartição das receitas tributárias. É um ato de improbidade administrativa”, avalia.

Para dar um basta nesta situação, Rusch disse que vai denunciar o caso na Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e no Ministério Público. “Os municípios não têm dinheiro para consertar máquinas e equipamentos. Faltam recursos para o transporte escolar. Esse dinheiro serviria para equilibrar as contas dos municípios”, cobra.

BASTA MUDAR A LEI PARA ACERTAR A VIDA DO MAURÍCIO NO TC


Servidão tem limite. A Mesa executiva da Assembléia, através do presidente Nelson Justus, bateu o martelo e descartou qualquer possibilidade de uma nova eleição para acabar com o entrave jurídico que impede que o ex-quase-futuro, conselheiro do Tribunal de Contas, Maurício Contas, possa exercer as prerrogativas do cargo.

A eleição está descartada, mas o plano do governador Requião e da base governista de alterar o artigo 140 da Lei Orgânica do Tribunal de Contas, que define os impedimentos para a atuação dos conselheiros no julgamento de contas de parentes, continua em marcha.

O maior defensor desta tese é o líder do Governo Luiz Cláudio Romanelli. Na ótica sestrosa de Romanelli, é legítimo que a raposa cuide do galinheiro, que o rato seja hospedado na queijaria, que o larápio tenha livre acesso à Casa da Moeda, ou que o bêbado contumaz possa se esbaldar na adega alheia.


Romanelli não vê problema em burlar uma lei, que foi criada justamente para criar uma trava que freou os favorecimentos e jogos de compadres, de um parente julgar e aprovar as contas dos outros.

Removendo o impedimento, Maurício Requião poderá aprovar com louvor as contas do irmão governador, mesmo com todos os furos que elas possam ter. Afinal, caridade começa de casa e disso ele entende muito bem.

CARTEIRAÇO E TESES FURADAS


Romanelli, o líder do Governo Requião na Assembléia sempre tira da cartola teses furadas, como a de furar as cancelas do pedágio para protestar contra as concessionária.

Uma verdadeira falácia, porque ao contrário do cidadão comum, que está sujeito às sanções da lei, Romanelli deu um carteiraço no policial que o interceptou para multá-lo por passar a cancela sem pagar.

Romanelli nunca explicou porque ao invés de criar factóides, o seu governo não consegue elaborar uma solução viável que seja para o problema do pedágio.

Ontem, mostramos neste espaço que antes de ser solução, o governo se constitui um problema nesta questão: está recebendo os repasses das concessionárias via DER e não os repassa para o DNIT. O dinheiro seria destinado para fiscalização das obras, mas lá não chega. Ninguém sabe, ninguém viu!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

CRISE NA COHAPAR DERRUBA DOIS



Não deu para esperar a eleição passar. O governador Requião teve que iniciar a reforma na Cohapar, que segundo denúncias, estaria com os pilares seriamente arruinados pela dívida que extrapola R$ 8 milhões, pelo excesso de mordomias estendidas ao seu diretor-presidente, o ex-deputado e ex-secretário do Governo Lerner, Rafael Greca de Macedo, e pela quantidade de cabides de emprego que oneram a companhia.

As dificuldades já são evidentes a tal ponto, que o pagamento da metade do décimo terceiro salário aos funcionários, que tradicionalmente ocorria em 25 de junho não foi honrado.

O governador tenta de todas as formas não levantar a lebre de mais este escândalo, mas a situação é cada vez mais insustentável. Tanto que hoje foram demitidos dois diretores da Cohapar. Rosângela Curra e João Carlos Baracho.

Eles saem da Cohapar mas serão abrigados na estrutura do governo. Dizem os especialistas que vão engrossar os quadros da Casa Civil, porque deixá-los soltos por aí, com algum sentimento de mágoa pode dar munição preciosa à oposição. Vem mais mudanças por aí, porque só este curativo não vai curar o doente.

MOREIRA PISOU NA BOLA NA UFPR


“Pouco espaço nos laboratórios, equipamentos antigos e ultrapassados, material para pesquisa escasso, número restrito de livros por disciplina e até falta de papel higiênico nos banheiros.

Desde as simples até as mais complexas, são essas as principais queixas dos estudantes de graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e algumas delas se destacaram na avaliação institucional feita pelos alunos de todos os níveis. Seja na Reitoria, no Centro Politécnico ou Santos Andrade, dá para perceber os efeitos do tempo nas velhas edificações.”

Abertura de uma matéria da Gazeta do Povo, retratando a precariedade das instalações da UFPR, que até há poucos dias foi dirigida Carlos Moreira Júnior, o candidato do Requião à Prefeitura de Curitiba.

O abandono da instituição é resultado de péssima administração de Moreira, que mostrou também falta de traquejo no diálogo com estudantes. Por várias vezes a Reitoria foi ocupada, trazendo grande desgaste e prejuízos financeiros à instituição.

E ainda assim, Moreira tem o displante de se julgar preparado para comandar uma metrópole do tamanho de Curitiba. Tem dó, né!

DEU A LÓGICA

“Não foi por falta de aviso, alertamos para todos os pontos que estão sendo questionados, mas não quiseram escutar.”

Líder da oposição, Valdir Rossoni (PSDB), que disse não estar surpreso com a guerra de decisões judiciais colocando e tirando Maurício Requião do TC. A Oposição também recorreu à Justiça questionando o edital da eleição e espera decisão.

PEDÁGIO ENGORDA COFRES ESTADUAIS


O governo Requião não perde oportunidade de malhar as concessionárias do pedágio do Paraná, mas o que pouca gente sabe é que a parte do dinheiro da tarifa, que o governador Requião tanto critica, engorda os cofres estaduais. O assunto é abordado em matéria do Jornal do Estado de hoje.

Mais grave de tudo isso é que o DER – Departamento de Estradas e Rodagem – embolsa do dinheiro e não repassa para o DNIT – Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes, que seria responsável pela fiscalização das obras e funcionamento das empresas. O DER já embolsou, desde 2003, R$ 56,7 milhões das concessionárias. O que faz com o dinheiro?

Como não recebe a grana, o DNIT alega que não pode avaliar o trabalho das empresas no Paraná, com a desculpa pertinente que lhe falta dinheiro para isso.

E assim, o governo do Paraná, que protagonizou uma verdadeira cruzada contra o pedágio, não faz a sua obrigação mais elementar, que seria exercer o poder fiscalizador sobre as empresas, exigindo que elas prestassem serviços cada vez melhores aos usuários, afinal o preço da tarifa é alto, isso ninguém discute, nada mais justo que o usuário tivesse o melhor tratamento possível.

Mas para isso tem que exercer o papel de governo, que até agora ficou limitado ao papel da arrecadação financeira. Nisso eles são bons!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O EFEITO MAUÁ


Quem esperou que os inúmeros problemas dos portos paranaenses fossem dissecados pela série de reportagens da Rádio BandNews, deve ter se frustrado.

O foco da matéria ficou em cima dos acidentes marítimos e a dificuldade dos pescadores em conseguirem embarcações decentes para trabalhar. O tema é válido, sem dúvida.

Mas, não se compara aos caos logístico que o Estado enfrenta pela trapalhadas do governador Requião e seu irmão Eduardo, imposto no comando da Appa.

Não houve menção às sucessivas reduções de calado em Paranaguá e ao prejuízo provocado no agronegócio, que não tem como escoar a produção, sem contar as interdições para navegação noturna, as tentativas vãs em dragar o Canal do Galheta, tarefa que o Governo Lula tomou para si antes que o terminal fosse interditado.

E o que dizer dos problemas criados pela Appa, inviabilizando a venda do Terminal Marítimo da Ponta Félix, com o que Antonina perdeu investimentos da ordem de R$ 115 milhões, que viriam de empresários canadenses. Falta de assunto, com certeza não foi.

Recentemente o empresário Joel Malucelli, que controla as empresas de comunicações da franquia Bandeirantes no Paraná, foi à escolinha e assinou ordem de serviço com o governador Requião, no valor de R$ 1 bilhão para construção da Usina de Mauá, cujo consórcio é integrado por outra empresa do grupo Malucelli, que se atua por vários ramos da economia. E o que isso tem a ver com a matéria do porto? Responda quem souber...

quinta-feira, 31 de julho de 2008

LÍNGUA SOLTA RENDE OUTRA MULTA A REQUIÃO



A língua solta do governador Requião acaba de arder mais uma vez no bolso. Ele foi condenado a pagar uma indenização de R$ 50 mil por danos morais ao ex-presidente da Copel, Ingo Hubert, a quem chamou de ladrão.

A sentença foi proferida pela juíza Carmen Lúcia de Azevedo e Mello, da 9ª Vara Cível. O governador pode recorrer, mas tem o agravante de pesarem contra si outras multas também arbitradas pela Justiça, devido aos impropérios desferidos contra outros adversários.

Consta que pelo uso indevido da TV Educativa, descendo a borduna em inimigos políticos, o governador já teria um catatau de R$ 650 mil a pagar. O tamanho da cifra assustou o chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, que recomendou a Requião tirar todo dinheiro e aplicação de bancos, para evitar arresto.

Da boca para fora Requião disse que podem levar seus patos e cavalos e que não vai pagar as multas, mas entrementes, aceitou o conselho de Iatauro e mandou que raspassem suas economias dos bancos. Seguro morreu de velho!

MAPA DO CRIME E DA INCOMPETÊNCIA


Nos primeiros seis meses deste ano, 338 pessoas foram assassinadas em Curitiba, ou 1,9 homicídio doloso por dia. Os dados foram divulgados pelo próprio secretário de (In)Segurança Pública, Luiz Carlos Delazari, que depois de muito escondê-los resolveu liberar no período eleitoral.

Se isso é uma estratégia de campanha para ajudar o Moreira, candidato do Requião, é um tremendo tiro no pé. Primeiro porque o mesmo levantamento mostra que no ano passado, a capital registrou 589 assassinatos (1,6 por dia), taxa de homicídios de 32 casos para cada grupo de 100 mil habitantes – uma das mais altas dentre as metrópoles brasileiras, superando inclusive, a taxa paulistana, de 29 por 100 mil.

Os 338 assassinatos deste ano, revelam que a criminalidade cresceu absurdamente: a polícia comandada pelo secretário Delazari não deu conta do recado. Numa projeção simples, se a capital continuar registrando altos índices de violência, chegará ao final do ano com 693 assassinatos, ou 38 mortes por grupo de 100 mil.

Segundo porque, o tal geoprocessamento que o secretário tanto fala mostra que a criminalidade ocorre em áreas de invasões na Região Metropolitana de Curitiba, onde funcionam bares em condições precárias. Cadê a presença do Governo do Estado nestas áreas para torná-las habitáveis, resgatar as pessoas da pobreza, sem contar no policiamento, que deveria ser redobrado. Porque a Carta de Puebla, na qual o governador Requião tanto se agarra, não é respeitada? E mais: se o secretário sabe onde ocorrem os crimes, como tão bem demonstrou, por que não faz nada para coibí-los?

Escolha as alternativas:

A) Porque é omisso.

B) Porque é incompetente

C) Polícia que funciona só existe em filme.

D) Todas as alternativas estão corretas