segunda-feira, 14 de julho de 2008

TROCO COM JUROS E CORREÇÃO


Nada como um dia atrás do outro e uma noite entre eles. O governador Requião tomou uma invertida ao tentar conquistar o apoio do prestigiado ator Paulo Betti, para sua campanha contra a “censura prévia”, que o governador afirma estar sofrendo, informa a colunista Celso Nascimento, da Gazeta do Povo.

Requião propôs, através de uma emissário, que Paulo Betti gravasse um depoimento contra a suposta censura. A reação de Paulo Betti, foi como se tivesse incorporado o espírito do guerrilheiro Carlos Lamarca, personagem que encarnou nas telas. A resposta do ator, segundo narra o colunista, foi a seguinte: “me inclua fora desta”. Paulo Betti é contra qualquer tipo de censura, mas neste caso disse que não queria “deixar-se instrumentalizar por político de retórica supostamente democrática e prática autoritária”.

Quando ainda podia disparar impropérios aos quatro ventos na TV Educativa, sem ser incomodado, Requião deu o maior chá de cadeira em Paulo Betti, que estava no Paraná para rodar o filme Cafundó.

Betti, Lázaro Ramos, Leona Cavalli e Francisco Cuoco esperaram quatro horas na ante-sala do gabinete do governador e depois foram informados que não seriam recebidos. Agora veio a outra parte do troco, com juros e correção. O primeiro tapa luva foi o sucesso nacional e internacional de Cafundó, que recebeu inúmeros prêmios. De leve!

sábado, 12 de julho de 2008

NEM TODOS SÃO IGUAIS PERANTE À LEI


Não dá para fazer de conta que não vimos. O Supremo Tribunal Federal (STF), se converteu num foro privilegiado para o banqueiro Daniel Dantas, dono do Banco Oporttunity em duas ocasiões, primeiro na sua prisão por diversos crimes, como formação de quadrilha, evasão divisas e outros itens desabonadores. Sua libertação nesse caso já foi muito questionada, uma vez que confirmou a máxima de que nem todos são iguais perante à lei.

No segundo episódio, quando a PF novamente o encarcerou, desta vez por tentativa de suborno de um delegado federal, com R$ 1 milhão e a descoberta de prática de corrupção ativa, baseada em documentos obtidos na casa de Dantas, a libertação de novo pelo Supremo deixou a sociedade brasileira envergonhada.

A maioria das pessoas tem este entendimento de que quanto maior a conta bancária do cidadão, igualmente se transformam suas chances de escapar ileso à qualquer condenação, por mais grave que seja.

Contudo, o grave neste caso foi o fato de o ministro Gilmar Mendes, presidente da corte máxima do País, avocar para si o mérito de advogar para Dantas. Ao fazer isso para libertá-lo rapidamente, ele suprimiu instâncias conforme bem notou a Associação nacional dos Procuradores, que meteu a boca no trombone e fez muito bem.

No entender dos procuradores e conforme reza a cartilha do direito, Dantas teria que recorrer primeiro ao Tribunal Regional Federal e o Supremo teria que devolver o processo. Se não tivesse sucesso, o habeas corpus teria que ser impetrado no Superior Tribunal de Justiça e só depois cairia no Supremo.

O comportamento do ministro Gilmar Mendes gerou protesto de juízes também. Eles observaram que a interferência do Supremo praticamente matou o processo, ajudou melar uma investigação da Polícia Federal de três anos, já que em sua justificativa o presidente do Supremo detonou todas as provas.
E vejam que a situação começou numa polêmica sobre o uso de algemas, que o presidente do Supremo considerou arbitrária... Ora, se a pessoa está recebendo voz de prisão, depois de uma investigação de anos, as algemas aí simbolizam o final de um processo e elas são uma segurança tanto para o preso, que fica assim inibido de tentar qualquer gesto impensado, quanto para o policial que o está conduzindo até uma cela.
A discussão das algemas é extemporânea, dada a voracidade em que foram acolhidos habeas corpus refutando as provas que levaram os envolvidos à prisão, atropelando as instâncias que deveriam se ocupar do processo. Isso sim algemou a sociedade!

MENSALEIROS TIVERAM SOBREVIDA NA CORTE


É bom lembrar que num passado recente o mesmo Supremo Tribunal Federal deu sobrevida aos mensaleiros, principalmente ao ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu e ao deputado Sandro Mabel. Quem dirigia a corte na época era o atual ministro da Defesa, Nelson Jobim.


As manobras jurídicas obervadas nestes casos foram evidentes e só não foram mais proteladas porque interessava ao presidente Lula colocar logo uma pedra na crise política que já ameaçava arranhar a sua imagem diante do eleitorado. Jobim também impediu a quebra do sigilo bancário do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, pela CPI dos Bingos.


É o mesmo Supremo que liberou as pesquisas com células-tronco, um grande passo para ciência e a medicina no País.


Não se vive só de bons momentos, mas uma instituição importante como esta deveria se precaver de certos personalismos, cujos excessos só mancham a sua imagem. Ao premiar a má conduta de alguns com foro privilegiado, o Supremo faz aumentar a sensação de impunidade no País e provoca dúvidas na cabeça do cidadão comum, do tipo: vale a pena ser honesto?

sexta-feira, 11 de julho de 2008

MP COBRA DE REQUIÃO O DÔSSIE DA CORRUPÇÃO


Ah, se todas as coisas fossem "simples" como colocar o irmão no Tribunal de Contas, pensa com seus botões o governador Requião. Felizmente, nem tudo é assim. A Promotoria de Combate aos Crimes Contra o Patrimônio Público, do Ministério Público, determinou que o governador Requião entregue todos os documentos colhidos pela Corregedoria do Estado na investigação sobre desvios, caixa dois e outras irregularidades no Ceasa, Imprensa Oficial, Secretaria do Trabalho e outros órgãos do governo. O que o MP quer é o Dôssie da Corrupção no Estado, que o governador Requião esconde do distinto público.

O assunto causa urticária no governador e pode fazer doer no seu bolso: será que ele vai aguentar sem despejar impropérios contra o MP na escolinha de governo? Haja patos e cavalos para pagar as multas que a Justiça lhe impõe pela língua solta.

O pior ainda está por vir: além de funcionários de segundo escalão, tem gente de alto coturno que será chamada a explicar os rombos nos cofres públicos, pessoal ligadíssimo ao governador.

JUSTIÇA PODE TIRAR MAURÍCIO DO TC


Maurício Requião levou o empregão de R$ 22 mil e foi nomeado para o Tribunal de Contas. Já festejou na companhia do governador Requião, de Nelson Justus, presidente da Assembléia e todo time que joga com o governo. Deve tomar posse na quarta-feira.

Mas, – e nesse caso é bom que exista um “mas” -, vai ter que brigar para ficar com a mamata. A oposição vai tentar de todas as formas ejetá-lo do trono, movendo ações judiciais. Já existem questionamentos judiciais, como o processo 707/2008, que corre na 2.ª Vara da Fazenda Pública, fruto de ação movida pelo deputado Valdir Rossoni. Falta o veredito sobre o mérito. Tem mais: o processo 34227/0000 que corre na 3.ª Vara da Fazenda. É uma ação popular movida por Ricardo Bertoti, também candidato à vaga de conselheiro.

Além disso, tem também o mandado de segurança 5083634, de autoria do advogado Cid Campelo, que corre no Tribunal de Justiça. Os processos são lentos, mas é preciso confiar na Justiça ou tudo o mais estará perdido. Os advogados da Oposição vão até o STF se for preciso para expor a ilegalidade do processo eleitoral no TC,que carece de respaldo jurídico.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

SÓ NOMEADO PARA CONSEGUIR UM BOM EMPREGO


Nossa enquete sobre a nomeação do irmão do governador Requião, Maurício Requião, terminou curiosamente no dia seguinte à nomeação ter sido devidamente sacramentada pela base aliada na Assembléia. Mas como dizia Vicente Mateus, o jogo só termina quando acaba e a última esperança ainda é a Justiça.

Vamos ver como os visitantes responderam á questão: “Você acha correto que Maurício Requião assuma uma vaga no Tribunal de Contas”?

A maioria optou pela resposta “Deixem que ele assuma: é a única forma de conseguir um emprego, com bom salário!” (44,74% -17 votos); outros 31,58% (12 votos), responderam “Não. O Tribunal de Contas deve ser livre de compadrios e julgar as contas com isenção”; enquanto 10,53% (4 votos), optaram pela alternativa “Sim. Afinal, o governador precisa de alguém da família para aprovar suas contas”; e 13,15% apostaram na opção “Na verdade, ele quer trocar a nomeação por um "nada consta" na aquisição das Tvs laranjas”. Continuem participando. Uma nova enquete vem aí.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

DA SÉRIE, PERGUNTAR NÃO OFENDE:


O símbolo da campanha do candidato Moreira, que virou chacota em toda a cidade, foi contribuição do Airton Pisseti, marcando a sua despedida de marqueteiro do governo?

terça-feira, 8 de julho de 2008

GOVERNO NÃO QUER FISCALIZAÇÃO NOS GASTOS COM PUBLICIDADE


Depois o governo Requião se diz transparente. A base aliada do governador se movimentava na tarde de hoje para derrubar uma lei, que obriga o Estado a divulgar o preço que pagou pelos anúncios de publicidade em jornais, rádios e televisão, pelas fundações, autarquias e empresas em que o governo tem o controle majoritário a publicar os custos de produção, divulgação e veiculação de publicidade institucional de qualquer natureza.

A lei foi proposta pelo deputado Jocelito Canto, um dos parlamentares que sempre se perfilou ao lado do governador Requião. A lei já vigora desde 2007, mas não foi cumprida. E tudo indica que nunca será, a julgar a disposição dos deputados governistas de sepultá-la.

Pelo visto, vem aí mais um estouro da boiada na área de publicidade do governo e tudo isso vai acontecer numa época sui generis, em ano eleitoral. E com Maurício Requião no Tribunal de Contas. Não é uma beleza?

segunda-feira, 7 de julho de 2008

OPERAÇÃO INCITATUS CONTINUA À GALOPE


O deputado Reni Pereira (PSB) vai presidir a comissão que vai sabatinar os candidatos à vaga de se conselheiro do Tribunal de Contas. Os deputados de Oposição não se iludem com a pomposidade do rito, porque sabem que o caráter da comissão é apenas pró-forma e que Maurício Requião já pode dar como favas contadas a sua indicação, uma vez que o plenário – onde o governo tem maioria folgada – é que vai decidir a parada

O líder da Oposição na Assembléia, deputado Valdir Rossoni, explicou que se Maurício Requião for conselheiro, só poderá analisar contas do Estado em 2022. Ou seja, vai se aposentar antes de começar a trabalhar. A esperança é que a Justiça barre o descalabro, em reposta à ação popular impetrada pela Oposição.

Rossoni ressaltou, ainda, que a Assembléia não está fazendo uma escolha normal, democrática, mas sim sofrendo uma imposição do governador Requião, que usa a máquina do Estado para impor a candidatura do irmão.

O deputado Antônio Belinati faz uma referência histórica para ilustrar o caso e diz que Requião age “tal qual Calígula fez quando impôs o seu cavalo Incitatus como senador romano”. De leve!

O PEIXE MORRE PELA BOCA!


É o que diz o velho ditado. A comilança na Cohapar está sendo investigada pelo Ministério Público. Segundo denúncias, a Cohapar) gastou, entre fevereiro de 2007 e abril deste ano, mais de R$ 27 mil com despesas de alimentação de seu diretor-presidente, o ex-deputado Rafael Greca.

O assunto se tornou público a partir de reportagens do Jornal do Estado, divulgadas no dia 13 de maio deste ano. A denúncia partiu de alguém da própria Cohapar, já que segundo revela o jornal, notas dos empenhos da companhia chegaram até a redação.
Os compromissos gastronômicos de Greca, segundo a denúncia, não eram referentes a assuntos de interesse na Companhia.

A Cohapar não nega os gastos, mas alega que as despesas se referem a compromissos oficiais. Além do salário de R$ 13.355,00 - Greca tem direito ainda a uma verba de representação no valor de R$ 8.806,00, na qual está incluído o vale alimentação.
Mesmo assim, manda a conta do restaurante para a Cohapar.

E não estamos falando aqui de restaurantes de quilo. São notas de lugares como o requintado Ille de France, especializado em cozinha internacional de alto padrão, restaurante do Graciosa Country Club, Anarco Empório Restaurante, Ka Kiun Kim Cozinha Oriental, Estrela da Terra, Karbonel Frutos do Mar, Churrascaria Alto da Glória, Alma Lusa, Ponte Vecchio, Churrascaria do Erwin, e por aí vai. São estabelecimentos que a maioria dos mortais não tem condições sequer de tomar um cafezinho lá, tamanho é o custo do serviço.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

REQUIÃO PASSA VERGONHA NA FRENTE DE LULA


O colunista de O Estado do Paraná, Fábio Campana não perdoou a pisada de bola de Requião, na frente do presidente Lula e outros, quando quis mostrar seus conhecimentos agrícolas, durante o lançamento do Plano Safra. O vacilo do governador aconteceu na hora em que ele se meteu a explicar o processo de nascimento de uma planta: “Joga-se uma semente ao solo, a fotossíntese se estabelece, ela germina. Seis meses depois, industrializada, ela está à disposição na mesa do povo”.

Os maldosos de plantão contam que Lula não conteve o riso. O presidente não tem formação acadêmica, mas sabe muito bem que germinação acontece antes da fotossíntese, cujo fenômeno precisa de luz para se realizar. Que mico! Bom, para quem já comeu mamona na frente do presidente não precisa dizer mais nada...

PGR E AGU CONFIRMAM IMPEDIMENTO DE MAURÍCIO REQUIÃO PARA ASSUMIR VAGA NO TC


Que imprensa canalha, deve ter pensado com seus botões o governador Requião. É assim que ele se refere aos meios de comunicações, quando estes publicam matérias que vão contra seus interesses. O Jornal do Estado fez isso hoje, mais uma vez e com muita competência, diga-se.

Matéria assinada pelo repórter Abrão Benício revela que tanto a Procuradoria Geral da República (PGR) como a Advocacia Geral da União (AGU) já emitiram pareceres que confirmam o impedimento do secretário de Estado da Educação, Maurício Requião – irmão do governador - de atuar como conselheiro no Tribunal de Contas, cargo vitalício com salário mensal de R$ 22 mil.

Os pronunciamento da PGR e a AGU atendem a requerimento do Supremo Tribunal Federal (STF), onde corre Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), que questiona a legalidade de itens da lei orgânica do TC.

Como o posicionamento foi pela rejeição da ação proposta pela Atricon, PGR e AGU isso significa que está mantida a constitucionalidade do artigo 140 do regimento do Tribunal paranaense que estabelece que “é vedado ao membro do Tribunal de Contas exercer suas funções nos processos de qualquer natureza que envolva município em que seu cônjuge, parente consangüíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até segundo grau, seja detentor de mandato eletivo ou que tenha obtido 1% ou mais votos, seja qual for o mandato eletivo, de cada colégio eleitoral, considerando os resultados oficiais divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral”. Publique-se! Cumpra-se!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

QUE DUREZA, HEIN LULA!


Agora está explicado porque o presidente Lula driblou o governador Requião, refugando o requintado jantar que estava sendo preparado na Granja do Cangüri, preferindo comer rabada a la Ratinho Júnior, tendo a companhia da sorridente Gleisi Hofmann, candidata a prefeita do PT em Curitiba.

Lula não estava com paciência para aguentar uma refeição em companhia do ranço do atraso, que sempre tira da manga a defesa de bandeiras anacrônicas, das quais o presidente tem demonstrado todos os dias, que quer distância.


E não foi que na primeira oportunidade que cruzou com o mandatário, Requião tratou logo de pedir apoio para o recém-eleito presidente do Paraguai Fernando Lugo? E o Paraná?

Lula deve ter concluído que Lugo e o Paraguai vão mal mesmo. Olha o advogado chinfrim que ele arranjou para as suas causas! Só faltou o Airton Pisseti endossar a barbaridade, com alguma frase genial, do tipo: - É verdade! Eu vi, presidente!

Lugo têm lobistas mais poderosos e eficientes do que o arremedo de timoneiro das araucárias. O chanceler Celso Amorim é um deles. Marco Aurélio Garcia, o assessor especial da Presidência da República, é outro. Estes dois estão abrindo portas até demais para Lugo. E cá para nós, neste quesito o governador não tem força sequer para fazer a dragagem do Porto de Paranaguá.


GOVERNO FRACASSADO E SEM PROJETOS


Enquanto Requião pede por Lugo e o Paraguai, o Paraná afunda no atraso, na falta de planejamento estratégico. O governo só sabe agir pontualmente na economia, como fez no caso da redução da alíquota do leite, um paliativo que não resolve o problema dos produtores.

O Porto de Paranaguá iria fechar se não fosse o presidente Lula determinar que o ministro Nascimento Brito, assumisse a obra, que está programada para começar este mês.

Cadê os projetos para o Estado? Não tem. Era isso que Lula gostaria de ver. Um governador que se preze tinha que apresentar um projeto de desenvolvimento por região do Estado ao presidente, no mínimo. Mas isso é mercadoria em falta por aqui.

Tudo o que se quer é andar a cavalo, usar a Tv Educativa como palanque político, nomear o irmão para um empregão no Tribunal de Contas, com salário de ministro do STF, encobrir o rombo de R$ 3 bilhões do ParanáPrevidência, se esbaldar em viagens por vários países do mundo, empregar toda a família no governo, fechar os olhos à corrupção que grassa todos os escalões do governo, fazer de conta que a violência não existe no Paraná, etc, etc...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

ESTUDO DA UEL CONFIRMA ROMBO NO PARANÁPREVIDÊNCIA


Que a mentira tem perna curta, parece que só o governador Requião e os diretores do ParanáPrevidência ainda não sabiam, tamanha é a hipocrisia em negar o rombo no fundo, causado por gestão temerária, como a aplicação de recursos em instituição financeira suspeita, além de reter contribuições mensais do funcionalismo.

De acordo com o colunista Celso Nascimento, da Gazeta do Povo, estudos atuariais feitos por César Caggiano, professor da UEL e representante dos servidores no Conselho de Administração do Paranaprevidência, confirmam as denúncias de Francisco Alpendre, ex-diretor jurídico do fundo previdenciário, sobre a existência de uma dívida de R$ 3 bilhões do governo para com a instituição.


E pelo visto, a situação só é tratada com desfaçatez aqui por estas plagas, porque o escândalo já deixou o Ministério da Previdência de orelha em pé. Uma auditoria foi encomendada para avaliar a extensão do problema.

O governador está pisando em ovos e já pensa em substituir Mário Lobo Filho, atual diretor-financeiro do órgão, por Nilton Gusso, para não falem que ele não fez nada. Com este governo é assim: as coisas só acontecem na base da pressão.

QUEM DIRIA: REQUIÃO TEM AUTOCRÍTICA!

"Nepotismo é nomear uma pessoa inadequada, por um protecionismo de qualquer sentido, em um lugar importante onde ela prejudica a administração pública".

Do governador Roberto Requião, tendo uma crise ao estilo do “super sincero”, em declaração ao jornal Folha de S. Paulo.

JORNAL DENUNCIA PICARETAGEM ENTRE GOVERNO REQUIÃO E EMPREITEIRA


Depois o pessoal reclama que é intriga da Oposição, mas vejam só. Matéria estampada no Jornal do Estado de hoje, mostra que o governo Requião continua mantendo negócios com a empresa Castelores Engenharia e Construções LTDA que, desde 2003, não apresenta Certidão Negativa de Débitos (CND) – exigência legal para os participantes de licitações da administração pública – e encontra-se em processo de falência.

Não é de hoje que esta relação incestuosa vem acontecendo. Segundo a reportagem, nos últimos cinco anos, mesmo com a CND vencida, a empreiteira lucrou R$ 4.130.735,92 em negócios com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR), órgão subordinado à Secretaria de Estado dos Transportes.


Não foi preciso pendurar ninguém de ponta cabeça no foço dos crocodilos, para conseguir a informação. Está lá na página do governo (www.pr.gov.br/compraspr), que revela que a pendência já vem desde o primeiro ano (2003) da gestão anterior do governador Requião.

Além disso, a Castelores tem dois processos de falência, sendo o último de dezembro de 2005, duas ações de execução de cobrança e outros 123 protestos no valor total de R$ 343.783,46. Mesmo assim, no último dia 12 de novembro, a empresa venceu nova licitação do DER, no valor de R$ 32.810,50, para “execução de serviços de conservação rodoviária”.

OPOSIÇÃO VAI À JUSTIÇA CONTRA ELEIÇÃO NO TC


A bancada de oposição ao governo Requião na Assembléia não se fez rogada e anunciou que vai entrar na Justiça para pedir o adiamento da votação para a escolha do novo conselheiro do Tribunal de Contas.

O motivo é que o presidente da Assembléia, Nelson Justus (DEM), recusou o pedido dos oposicionistas para que o edital fosse anulado e refeito. Os deputados apontaram falhas primárias no documento, que não traz os requisitos mínimos para uma escolha desta envergadura. Eles vêem a falta de informações para eventuais candidatos, como um processo sob encomenda do governador Requião, que quer por toda lei emplacar seu irmão caçula, o melhor secretário de Educação da família Requião, Maurício Requião, num cargo que paga salários mensais de R$ 21 mil, quase o equivalente aos vencimentos de um ministro do STF.

O líder do bloco oposicionista, deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB), disse que o grupo vai entrar com um mandado de segurança com pedido de liminar para impugnar o edital. Os deputados consideram que existe açodamento no processo: tanto o governador Requião como a Mesa executiva da Assembléia, estão apressando a escolha para garantir a boquinha para Maurício, e querem que a votação ocorra antes do recesso parlamentar, marcado para 17 de julho.

Rossoni lembrou que a escolha do vice-governador Orlando Pessuti para uma vaga no TC – que ele acabou não assumindo -, demorou 60 dias. Por que a pressa, agora?

terça-feira, 1 de julho de 2008

GOVERNO NÃO QUER RESOLVER PROBLEMA DO PEDÁGIO

“O Governo do Estado não quer resolver o problema das tarifas. Os governistas falam como se o problema devesse ser resolvido pela oposição. O problema é desse Governo, que prometeu uma coisa e fez outra”.
Do deputado Élio Rusch (DEM), ao rebater o seu colega Cleiton Kielse (PMDB), num debate sobre o pedágio, que não baixou nem acabou no Governo Requião, contrariando promessa de ouro da sua campanha.

OPOSIÇÃO COBRA REGRAS CLARAS PARA ELEIÇÃO NO TC


A Oposição na Assembléia está fazendo a sua parte para tentar tornar a eleição do novo conselheiro do Tribunal de Contas mais justa. O governador Requião quer porque quer a vaga para Henrique Naigeboren para o irmão preferido, secretário de Educação, Maurício Requião. Por isso, mexe mundos e fundos, ameaça a base aliada para garantir a sinecura, um belo salário de R$ 21 mensais. Ontem, o líder da oposição na Assembléia deputado Valdir Rossoni (PSDB), protocolou uma ''questão de ordem'' na qual solicita à Mesa a nulidade do comunicado oficial que trata da eleição que definirá um novo conselheiro para o Tribunal de Contas. Ele alega que o comunicado oficial, publicado no final da semana passada, apresenta falhas, como falta de informações, local e horário de inscrição, condições de admissibilidade e sobre a oitiva dos candidatos por uma comissão especial. A Mesa deve se manifestar hoje sobre o pedido. Se decidir pela correção do comunicado, a oposição ganha tempo para articular um novo candidato para a vaga aberta no TC. Afinal, se é uma eleição, nada mais justo que existam candidatos pleiteando o cargo. É tudo o que o governador não quer. O ideal para Requião seria uma homologação de seu irmão caçula no cargo e não se fala mais nisso, tudo de acordo com a Carta de Puebla.

FRACASSADO NA SEGURANÇA, DELAZARI VAI BRINCAR DE ESTRATEGISTA POLÍTICO


O noticiário do fim de semana trouxe o drama da superlotação da carceragem do 12o Distrito Policial, de Santa Felicidade, onde um detento acabou morto e um policial ferido, em uma tentativa de rebelião, na tarde de sábado. No domingo, foi descoberto um buraco de dois metros no local e mais oito presos foram "hospedados" lá. A capacidade é para 26 presos e estão amontoados mais de 100. Tudo isso acontecendo no maior centro turístico da capital, famoso pela gastronomia italiana. Por que a carceragem está superlotada? Porque o secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari não faz o seu trabalho. Há muitos detentos ali que já deviam ter sido transferidos para o sistema prisional, mas o secretário só funciona quando os estoques estão no pescoço de reféns. A carceragem do 12o DP quase foi interditada pela OAB, tamanha era a precariedade das condições. A OAB já pediu a interidição da carceragem. Mas o secretário Delazari está mais animado para coordenar a campanha do ex-reitor, Carlos Moreira. Quem sabe com ele brincando de estrategista político, a coisa não funcionaria melhor com um interino na Segurança. Qualquer coisa é melhor que este agente 86 amargurado. O do cinema pelo menos é engraçado.