quinta-feira, 29 de maio de 2008

REQUIÃO TENTA PEGAR UMA CARONA NAS OBRAS DA LINHA VERDE


Isolado e com o queixo caído, o governador Requião quer porque quer tirar uma casquinha da Linha Verde, a maior obra rodoviária do Sul do País, executada pela Prefeitura de Curitiba, na antiga BR-116. Para isso, mandou um recado pelo seu fantoche, o deputado Kleiton Kielse, dizendo que estaria disposto a liberar recursos para passarelas e trincheiras. O líder da Oposição, deputado Valdir Rossoni (PSDB), se disse surpreso com tal oferta. “O governador foi o primeiro a fechar as torneiras para Curitiba depois que Beto Richa decidiu apoiar Osmar Dias”, disse. E lembrou que Requião não honrou a assinatura em convênio assinado com a prefeitura para repassar R$ 63 milhões para obras no município. “Realizamos uma audiência pública em 2007 para tentar sensibilizar o governador, mas foi em vão. Os recursos não foram liberados até a hoje. Era um empréstimo que seria pago pela prefeitura, não era a fundo perdido. E agora ele vem com esta com este jogo de palavras. Queremos ver ação, governador. Chega de enrolar.” desabafou Rossoni.

NÃO FAZ E QUER SE APROPRIAR DO QUE OS OUTROS FAZEM


O caso é que este governo não consegue produzir uma grande obra. Por sinal, os esforços dos governador Requião são mais voltados para destruir do que para construir. A grande obra poderia ser realizada no Porto de Paranaguá, com uma dragagem e o afundamento do Canal da Galheta, mas falta competência para o irmão Eduardo para tal tarefa. Ele levou cinco anos para admitir o fracasso e agora, sabiamente entregou a demanda ao Ministério do Portos, o que pode ser a salvação do terminal.
Outra grande obra que o governo poderia realizar também seria no porto, com a construção do Cais Oeste, mas este não sai mesmo porque o governador devolveu o dinheiro que o presidente Lula liberou para obra, dizendo que faria pela metade do preço, mas até agora não conseguiu bater um prego lá, porque ninguém topou a parada dele.
Como o Estado está paralisado por toda sorte de idiossincrasias, o governo tenta meter bedelho e pegar uma carona com quem está trabalhando e obtendo resultados. Ele tenta rapinar todo mundo, até obras do governo federal. A situação era tal que o deputado André Vargas, na época em que presidia o PT nativo, teve que fazer uma cartilha para separar alhos de bugalhos e dizer que o Estado estava recebendo repasses de recursos e muitas obras que Requião assumia sem nenhum pudor, eram na verdade projetos do governo Lula. Alguém aí lembrou dos Irmãos Cara-de-pau?

quarta-feira, 28 de maio de 2008

GOVERNO FORÇADO A DESCONTAR FALTAS DO SALÁRIO DE PISSETI


Para tentar diminuir o estrago da Operação Paraguai, na qual mandou às custas do contribuinte paranaense, o secretário da Comunicação Social, Airton Pissetti, fazer campanha para Fernando Lugo, o presidente eleito do Paraguai, o governo Requião enviou documento à Assembléia em que informa que cortou R$ 6.757,67 do salário de março do secretário. O desconto foi feito para compensar as faltas em dias de trabalho que o secretário teve durante o período em que participou da campanha de Lugo, no Paraguai.
O presidente da Comissão de Comunicação da Assembléia, Marcelo Rangel (PPS), que havia feito o pedido de informações, disse que o documento oficial prova o uso irregular do dinheiro público. “O Judiciário deve se manifestar agora porque ficou comprovado que houve ato de improbidade administrativa”, disse.É bom que se diga que Airton Pisseti estava viajando ao Paraguai na surdina e só assumiu que estava fazendo campanha porque foi denunciado na imprensa. Para justificar a operação, criou um festival de mentiras de que só viajava nos finais de semana e que pagava as viagens com seu dinheiro, o que se comprovou mais tarde que não era verdade, como tudo que o secretário e seu governo defendem.

BANCO SANTOS E INTERBRAZIL CAEM NO ESQUECIMENTO


Volta e meia estatais do Paraná são flagradas em negócios nebulosos. Agora que vem à tona a questão da ParanáPrevidência, não custa nada lembrar que fim levou aquele dinheirão que foi aplicado no Banco Santos, pela Fundação Copel. Foram R$ 37 milhões, que ficaram retidos com a decretação da falência do banco em setembro de 2005. E o governador Requião não deu um pio sobre o assunto. Um escândalo deste tamanho seria o suficiente para lhe custar o cargo mais imputabilidade criminal, mas isso em locais em que as instituições funcionam de verdade. E a contratação de seguros fictícios da Interbrazil, em valores milionários pela Copel e a Sanepar? Também ficou tudo abafadinho. O governo até hoje não explicou se foi enganado ou se era sócio na fraude, ou as duas coisas...

A FORTUNA DA PARANÁPREVIDÊNCIA E INVESTIGAÇÃO DA PF


O pessoal da ParanáPrevidência decidiu resgatar rapidinho os R$ 50 milhões que a instituição havia aplicado no banco UBS-Pactual, Bradesco e Unibanco após denúncia da imprensa e a convocação pela Bancada de Oposição da Oposição na Assembléia, do diretor-financeiro Mário Lobo Filho e demais dirigentes da ParanáPrevidência para explicar a operação. Além de desrespeitar ordem expressa do governador Requião, de que os recursos do fundo de pensão dos funcionários só deveriam ser aplicados em bancos estatais e atividades que não envolvessem risco, o investimento no UBS-Pactual não poderia acontecer em pior momento. O banco de investimentos foi investigado pela Polícia Federal, no que se chamou de Operação Kaspar 2, a qual flagrou executivos do UBS como responsáveis por apresentar empresários brasileiros ao esquema de evasão de divisas controlado pela doleira Claudine Spiero. Os deputados querem saber por que a diretoria contrariou a ordem do governador e qual o critério usado para escolha do banco UBS-Pactual.

ROMBO NA PARANÁPREVIDÊNCIA

“O estado do Paraná está inadimplente com a ParanáPrevidência em quase R$ 1 bilhão. É um rombo que vai estourar na mão do próximo governador e que ameaça o melhor sistema previdenciário do Brasil.”
Do deputado tucano Valdir Rossoni, ontem, na Assembléia, ao anunciar a convocação do presidente e diretor financeiro da para prestar esclarecimentos sobre as aplicações do fundo de pensão.

MAURÍCIO TENTA LIMPAR A BARRA DOS LARANJAS


O maior secretário de Educação da família Requião, Maurício, tenta obter um salvo-conduto para o seus polêmicos televisores laranjas, aqueles que foram superfaturados em R$ 5 milhões. A estratégia do secretário foi a de fazer um consulta no Tribunal de Contas sobre a legalidade da aquisição dos 22 mil aparelhos, que custou aos cofres públicos R$ 18,9 milhões. Se o TC, dizer que "nada consta", Maurício sai saltitando com a cartinha porque sua farsa será legitimada, caso contrário provavelmente vai lavar as calçadas do TC com o apoio da turma do Doático, o que por sinal viria a calhar. A Oposição já comprovou que o preço pago pelo governo foi exorbitante, ao adquirir um televisor da mesma marca, melhor equipado por um preço mais barato, sem contar que ainda comprou no varejo, operação onde não existe a isenção de ICMS, diferente de um grande pedido como o que requisitou o governo. Com a palavra o Tribunal de Contas...

terça-feira, 27 de maio de 2008

BARBEIRAGEM DO GOVENO PENALIZA DONOS DE CARROS NOVOS


Você comprou carro novo este ano? Então já deve ter recebido uma cartinha do Governo Requião, dizendo que embora você tenha recolhido o valor do IPVA numa só vez, você ainda é devedor na Secretaria da Fazenda. Sinistro não? Motivo: a nova redação dada pela Lei 15747, que o governo fez passar na marra na Assembléia ativando o rolo compressor da base aliada, que eliminou o desconto de 5% para pagamento do IPVA de veículos novos.
A barbeiragem da Secretaria da Fazenda foi ter emitido a cobrança do IPVA com desconto “indevido” e agora se vê na obrigação de cobrar a diferença, porque não pode abrir mão de receita sem amparo legal. Pior para o contribuinte que morre como mais este mico e precisa correr atrás para regularizar sua situação, entrando no site (www.fazenda.pr.gov.br), para imprimir as guias e pagar nas agências bancárias. O prazo vai até 30 de junho. Quem não pagar, será inscrito na dívida ativa.
Este governo é cheio de surpresas. O contribuinte paga um imposto e aí descobre que ainda está devendo. Não é de hoje que contas estranhas estão sendo feitas da Fazenda estadual, até balanços mandrakes já foram apresentados na Assembléia, o que mostra despreparo e improviso. Por isso que as finanças do Estado vão mal. O governo gasta sem critério e torna a arrecadação punitiva ao contribuinte ao contribuinte.

AÇÃO NO STJ PODE FORÇAR GOVERNO A DEVOLVER DINHEIRO AO CONTRIBUINTE


Para o contribuinte, resta uma esperança: a ação que o líder da Oposição, deputado Valdir Rossoni (PSDB) impetrou no Superior Tribunal de Justiça (STJ), pedindo que seja revogada a lei que estabeleceu a cobrança do IPVA deste ano. O argumento é que o governo não respeitou o princípio da anterioridade para vigorar a lei. Se o STJ deferir o pedido, automaticamente passa a valer o desconto de 15% praticado no ano de 2007 e aí o governo terá que devolver dinheiro ao contribuinte. Está nas mãos da Justiça.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

LIVRE DA AFTOSA, MAS NÃO DOS INCOMPETENTES

Produtores do Paraná jogavam leite fora porque não conseguiam vender: mais uma obra do Governo Requião.

Uma notícia muito aguardada pelo agronegócio paranaense. Finalmente, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), declarou o Paraná área livre de aftosa com vacinação. Desde outubro de 2005, o setor vive mergulhado neste pesadelo que causou prejuízos financeiros na casa do bilhão, fechamento de frigoríficos e extinção de postos de trabalho, mercados mundiais que antes churrasqueavam com as nossas reses, viraram às costas e os efeitos atingiram até suinocultora.
Tudo isso graças ao cochilo memorável do governador Requião, que relegou migalhas para a agricultura no Orçamento do Estado, coisa de pouco de 1%. Com tão pouco dinheiro, não era possível fazer vigilância sanitária dos rebanhos e deu no que deu. Verdade que não foram encontrados vestígios do vírus nos nossos rebanhos, mas mesmo assim milhares de cabeças foram cruelmente abatidas a tiros de espingarda, num espetáculo desumano que marcou nosso Estado pelo uso da truculência para resolver um enorme problema, criado pela falta de competência. Nada que fuja ao estilo dos atuais gestores.

VIAGEM DE REQUIÃO ENGASGA IATAURO


Rafael Iatauro, chefe da Casa Civil, se engasgou para explicar o que o governador Requião foi fazer na Alemanha, conforme mostra gravação postada no Blog do jornalista Fábio Campana (www.fabiocampana.com.br). O homem se bate para conseguir decifrar a Sigla ONU e pedala numa tal "Organização da União", parece disco riscado. Nenhuma novidade. Este governo nunca foi firme nas respostas, sempre sai pela tangente, usa evasivas ou tropeça nas palavras, como fez o "estrategista" Iatauro.

OSMAR TRABALHA E REQUIÃO PASSEIA


O senador Osmar Dias (PDT), tenta mais uma vez limpar a barra do Paraná. Acaba de protocolar na CAE – Comissão de Assunto Econômicos do Senado -, um novo projeto de resolução que isenta o Paraná de pagar a salgada multa de R$ 5 milhões mensais, imposta pela Secretaria do Tesouro Nacional, devido aos títulos podres do Banestado.
Enquanto isso, o governador Requião passeia pela Alemanha, curtindo a paisagem da belíssima região da Westphalia. Diz ele que a esticadinha está saindo do seu bolso, mas será que o governador desta vez abriu mesmo a carteira? Façam suas apostas!

PENTE-FINO NO CALHAMAÇO


Depois de uma longa espera, a Bancada de Oposição recebe hoje as informações sobre os gastos do governo estadual com cartões corporativos, que já chegam a R$ 270 milhões. Os dados foram enviados pela Secretaria de Administração em 120 volumes quase um mês após a decisão do desembargador Rosene Arão de Cristo Pereira que obrigou o Estado a prestar as informações. “Bastava atravessar a rua, mas o governo se perdeu no meio do caminho. Até que enfim conseguiram encontrar o endereço da Assembléia”, ironizou o deputado Valdir Rossoni (PSDB). Rossoni vai colocar técnicos para avaliar os dados. “Só espero que não seja um calhamaço com informações não solicitadas e sem critério de ordenamento, como fez a Sanepar recentemente no caso das desapropriações de terrenos em Piraquara”, completou. Quem também procedeu da mesma forma foi o Secretário de Educação, Maurício Requião, que enviou pilhas de caixas com informações sobre viagens, quando o a requisição dos deputados eram das despesas globais feitas com cartões corporativos da pasta. Sempre assim, o governo se faz de mal entendedor quando lhe convém.

GOVERNO FEDERAL VAI DRAGAR O PORTO


Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. O ditado serve para ilustrar o caso do Porto de Paranaguá e a luta da bancada de Oposição em cobrar, quase que diariamente dragagem e uma administração profissional para Paranaguá. Pelo menos um dos objetivos parece ter sido alcançado, na opinião do deputado Valdir Rossoni (PSDB), líder do bloco.
De acordo com ele, as seguidas cobranças dos deputados em relação aos problemas da falta de dragagem no Canal da Galheta foram determinantes para a inclusão do Porto de Paranaguá no Plano Nacional de Dragagem. “Enfim, a Appa decidiu apresentar os estudos necessários. O superintendente Eduardo Requião foi vencido pelo cansaço e agora parece estar acordando para os graves problemas do Porto”. Aleluia!

terça-feira, 20 de maio de 2008

NEM UM PIO DO PREÇO DOS LARANJAS


O melhor secretário de Educação da família Requião, o Maurício disse que seus televisores laranjas estão funcionando, ao contrário do que a imprensa havia publicado de que um software estaria travando as traquitanas. Maurício criticou a imprensa, deitou e rolou... Toda a valentia do secretário cai por terra quando o assunto é o preço dos ditos televisores. Disso ele não deu um pio, uma única palavra. Até hoje ninguém do governo deu explicações convincentes que justificassem o preço absurdo dos televisores cobrado pela Cequipel e pago regiamente pelo governo sem nem contestar. É incrível que o governo do Estado tenha pago R$ 860,00 a unidade dos televisores, numa transação com custo de R$ 18,9 milhões, fora os racks que foram comprados depois e o custo de armazenagem. O líder da oposição adquiriu uma TV da mesma marca (CCE), com as mesmas especificações, e ainda melhor equipada (com DVD), ao preço de R$ 730. E olha que foi comprada no varejo, sem isenções de ICMS, benefício que o lote de 22 mil aparelhos adquirido pelo governo, certamente teve. Mas isso o secretário não explica, não sabe, não viu, muito pelo contrário...

RISCO DE NAVEGAÇÃO NO PORTO


Nada animadores os comentários do engenheiro naval Guert Prange, que foi à Assembléia Legislativa falar sobre a dragagem do Canal da Galheta no Porto de Paranaguá, atendendo convite do líder da Bancada de Oposição, deputado Valdir Rossoni. “Há risco de que por algum erro, azar, imperícia ou golpe fortuito um navio encalhe no canal da Galheta, o que trancaria a porta de entrada da ‘casa’. Se isso acontecer, a retirada do navio poderia ou não demorar. Se demorar, ficam fechados os Portos de Paranaguá e Antonina”, avisa.
Numa escala de zero a dez, o risco disso acontecer, na opinião de Guert Prange é de nove. O engenheiro não reza pela cartilha da oposição ou situação, trabalhou como draguista durante dez anos e já integrou a comissão da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina.
Mas o maior administrador de portos da família Requião, Eduardo não enxerga estes diagnósticos. Teve a coragem de dizer para o ministro dos Portos, Pedro Brito que pretende pagar não mais que R$ 7 pelo metro cúbico dragado, mas ouviu de assessores do ministro que o preço de mercado é de mínimo R$ 12,00, daí a sua dificuldade de encontrar uma empresa que dê um trato no Canal da Galheta. Aliás, é bem estranha esta estratégia maluca do governo de ficar regulando dinheiro para uma obra da maior prioridade que é a dragagem, enquanto deixa correr frouxo os gastos com viagens, que já estão na casa dos R$ 210 milhões. Alguém pode explicar isso?

COM INVASÕES, NÃO HAVERÁ PAZ NO CAMPO!


O deputado Élio Rusch (DEM) acompanhou o protesto dos agricultores em Cascavel e considera que a paz no campo, só virá quando “acabar com a invasão de terras. A máxima que diz que não se faz reforma agrária onde haja invasão deveria ser empregada”. De acordo com eles, ao contrário do que prega a retórica gasta do MST, os agricultores são favoráveis à reforma agrária, mas repudiam a baderna e a usurpação de direitos. “Todos são favoráveis à reforma agrária, mas demonstram preocupação com os rumos que a situação está tomando. São inúmeras áreas invadidas, com reintegração de posse já expedida pela Justiça, mas que o Governo do Estado não cumpre”, contou.

ENVERGONHADO, REQUIÃO VAI BANCAR PARTE DA VIAGEM


O governador Requião se sentiu melindrado com os gastos milionários com viagens e anunciou que vai pagar parte das despesas da atual turnê pela Alemanha. O governador disse que a participação do COP9 será paga com recursos do Estado e a habitual esticadinha que ele costuma dar em todos os périplos, sairá do seu bolso. Quem vai fiscalizar para garantir que o governador abriu a carteira?
Segundo dados da bancada de Oposição, entre 2003 e 2007 o governo Requião gastou R$ 210 milhões com diárias, passagens e hospedagem de viagens de servidores públicos. Somente a Governadoria – que atende diretamente a Requião e os assessores mais diretos, gastou, entre janeiro e novembro do ano passado, mais de R$ 1,5 milhão em viagens internacionais, incluindo passagens, diárias e gastos pessoais. Nem banda de rock tem um orçamento deste tamanho.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

PISCA-PISCA DÁ MULTA MILIONÁRIA À COPEL


A Copel, que já foi exemplo de eficiência e de orgulho paranaense acaba de tomar uma multa pesada da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em razão de deficiências no fornecimento aos consumidores ao longo de 2007, informa o colunista Celso Nascimento, da Gazeta do Povo. É o segundo ano consecutivo que a estatal leva um puxão de orelha da Aneel, que este ano veio acompanhado de uma sanção no valor de R$ 30,5 milhões. A tunga é a maior recebida pelas demais empresas que apresentaram maus serviços. Para se livrar da cacetada, a Copel foi obrigada a firmar um Termo de Ajuste e Conduta, onde se compromete a aplicar valor equivalente em obras de melhoria da qualidade do serviço nas regiões onde o vagalume (pisca-pisca), foi mais intenso. Os consumidores atingidos aplaudem.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

TRATORAÇO CONTRA A CONIVÊNCIA DO GOVERNO REQUIÃO COM O MST


Agricultores da região Oeste (aqueles que trabalham, bem entendido), fazem um tratoraço hoje, em Cascavel para protestar contra a conivência do governo Requião com o MST - Movimento Sem Terra. De acordo com as lideranças, o setor rural não aguenta mais ver o MST deitar e rolar e região, ocupando terras produtivas, usando até armas em suas ações enquanto o governo assiste de camarote.
Os ruralistas entendem que foram feitas pouquíssimas reintegrações de posse e que é muito cômodo para o governo deixar o pessoal nas terras dos outros. Os fazendeiros não são contra a reforma agrária, mas condenam a baderna que o MST promove, depredando propriedades, incitando a violência, sem sofrer as sanções legais.
Os produtores da região de Cascavel acham injusto este posicionamento do governo Requião e avaliam que não merecem serem relegados ao abandono. Lembram que quando chegaram na região, há 40 anos, tiveram que trabalhar para conseguir a terra e ninguém foi lhes perguntar se precisavam de alguma coisa, ninguém lhes entregou cesta básica ou lhes deu verbas públicas ou cobertura da polícia. Pelo contrário, nem hospital havia, era tudo estrada de chão, e que hoje a região se encontra desenvolvida graças à atividade agrícola.
Os proprietários de terra avaliam que agora que tudo está pronto é muito fácil chegar lá e montar acampamento e exigir terra. Este descaso com o setor alimenta sentimento revolta, que cria as milícias armadas na região. A tensão é muito grande por conta da omissão do governo do Estado, coisa que em passado recente já resultou em morte.

INTERVENÇÃO BRANCA PARA EVITAR CONFLITO NO CAMPO EM CASCAVEL


Deputados federais que visitaram a região Oeste para avaliar os níveis de tensão entre fazendeiros e MST saíram de lá alarmados. A idéia é pedir interferência da Polícia Federal, para tentar compensar a total omissão da polícia paranaense, por ordem do governador Requião. Os deputados perceberam que se deixar como está, uma tragédia pode acontecer a qualquer momento em Cascavel, porque o conflito no campo está deflagrado. É uma intervenção federal diante da falta de pulso e competência do governo Requião para fazer valer a lei e propor soluções.