segunda-feira, 13 de agosto de 2007

FARDA ENGOMADA E CRIAMEZINHO DE PMS

Combate ao crime é questão de vontade política. E de capacidade. Só o governo do Estado não viu que não estando mais com simples ladrões de galinhas, embora os delitos não possam ser negligenciados. A polícia deve ser preparada para combater o crime, no mesmo grau de sofisticação das quadrilhas. Não é que o está havendo. Os jornais noticiaram fartamente que oficiais da PM punem subalternos que chegam com a viatura cheia de barro. Um absurdo. O policial antes de atender a ocorrência tem de perguntar se a região é asfaltada. A PM está mais preocupada se o uniforme da tropa está engomado do que em atender os anseios da população na área de segurança. A preparação dos soldados é para o confronto, “controle social”, como era na época do regime militar. Além disso, é temerário o controle da polícia pelo governador. Requião inibe a ação dos policiais. O criamezinho de PMs, como disse o governador, na Granja do Cangüiri, dá a medida do conceito de Requião sobre Segurança Pública. Quando os sem terra estão quebrando praças de pedágio ou detonando dependências de empresas, os PMs só assistem. O assunto já foi tratado aqui, é uma Polícia Política que fecha os olhos às transgressões dos amigos do governador, vide o caso também dos talibãs do Doático Santos, com a indústria de invasões em Curitiba. Nesta questão vemos desrespeitado o conceito básico, de que a lei é para todos, o que compromete a ação dos órgãos de segurança.

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