quarta-feira, 2 de julho de 2008

QUEM DIRIA: REQUIÃO TEM AUTOCRÍTICA!

"Nepotismo é nomear uma pessoa inadequada, por um protecionismo de qualquer sentido, em um lugar importante onde ela prejudica a administração pública".

Do governador Roberto Requião, tendo uma crise ao estilo do “super sincero”, em declaração ao jornal Folha de S. Paulo.

JORNAL DENUNCIA PICARETAGEM ENTRE GOVERNO REQUIÃO E EMPREITEIRA


Depois o pessoal reclama que é intriga da Oposição, mas vejam só. Matéria estampada no Jornal do Estado de hoje, mostra que o governo Requião continua mantendo negócios com a empresa Castelores Engenharia e Construções LTDA que, desde 2003, não apresenta Certidão Negativa de Débitos (CND) – exigência legal para os participantes de licitações da administração pública – e encontra-se em processo de falência.

Não é de hoje que esta relação incestuosa vem acontecendo. Segundo a reportagem, nos últimos cinco anos, mesmo com a CND vencida, a empreiteira lucrou R$ 4.130.735,92 em negócios com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR), órgão subordinado à Secretaria de Estado dos Transportes.


Não foi preciso pendurar ninguém de ponta cabeça no foço dos crocodilos, para conseguir a informação. Está lá na página do governo (www.pr.gov.br/compraspr), que revela que a pendência já vem desde o primeiro ano (2003) da gestão anterior do governador Requião.

Além disso, a Castelores tem dois processos de falência, sendo o último de dezembro de 2005, duas ações de execução de cobrança e outros 123 protestos no valor total de R$ 343.783,46. Mesmo assim, no último dia 12 de novembro, a empresa venceu nova licitação do DER, no valor de R$ 32.810,50, para “execução de serviços de conservação rodoviária”.

OPOSIÇÃO VAI À JUSTIÇA CONTRA ELEIÇÃO NO TC


A bancada de oposição ao governo Requião na Assembléia não se fez rogada e anunciou que vai entrar na Justiça para pedir o adiamento da votação para a escolha do novo conselheiro do Tribunal de Contas.

O motivo é que o presidente da Assembléia, Nelson Justus (DEM), recusou o pedido dos oposicionistas para que o edital fosse anulado e refeito. Os deputados apontaram falhas primárias no documento, que não traz os requisitos mínimos para uma escolha desta envergadura. Eles vêem a falta de informações para eventuais candidatos, como um processo sob encomenda do governador Requião, que quer por toda lei emplacar seu irmão caçula, o melhor secretário de Educação da família Requião, Maurício Requião, num cargo que paga salários mensais de R$ 21 mil, quase o equivalente aos vencimentos de um ministro do STF.

O líder do bloco oposicionista, deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB), disse que o grupo vai entrar com um mandado de segurança com pedido de liminar para impugnar o edital. Os deputados consideram que existe açodamento no processo: tanto o governador Requião como a Mesa executiva da Assembléia, estão apressando a escolha para garantir a boquinha para Maurício, e querem que a votação ocorra antes do recesso parlamentar, marcado para 17 de julho.

Rossoni lembrou que a escolha do vice-governador Orlando Pessuti para uma vaga no TC – que ele acabou não assumindo -, demorou 60 dias. Por que a pressa, agora?

terça-feira, 1 de julho de 2008

GOVERNO NÃO QUER RESOLVER PROBLEMA DO PEDÁGIO

“O Governo do Estado não quer resolver o problema das tarifas. Os governistas falam como se o problema devesse ser resolvido pela oposição. O problema é desse Governo, que prometeu uma coisa e fez outra”.
Do deputado Élio Rusch (DEM), ao rebater o seu colega Cleiton Kielse (PMDB), num debate sobre o pedágio, que não baixou nem acabou no Governo Requião, contrariando promessa de ouro da sua campanha.

OPOSIÇÃO COBRA REGRAS CLARAS PARA ELEIÇÃO NO TC


A Oposição na Assembléia está fazendo a sua parte para tentar tornar a eleição do novo conselheiro do Tribunal de Contas mais justa. O governador Requião quer porque quer a vaga para Henrique Naigeboren para o irmão preferido, secretário de Educação, Maurício Requião. Por isso, mexe mundos e fundos, ameaça a base aliada para garantir a sinecura, um belo salário de R$ 21 mensais. Ontem, o líder da oposição na Assembléia deputado Valdir Rossoni (PSDB), protocolou uma ''questão de ordem'' na qual solicita à Mesa a nulidade do comunicado oficial que trata da eleição que definirá um novo conselheiro para o Tribunal de Contas. Ele alega que o comunicado oficial, publicado no final da semana passada, apresenta falhas, como falta de informações, local e horário de inscrição, condições de admissibilidade e sobre a oitiva dos candidatos por uma comissão especial. A Mesa deve se manifestar hoje sobre o pedido. Se decidir pela correção do comunicado, a oposição ganha tempo para articular um novo candidato para a vaga aberta no TC. Afinal, se é uma eleição, nada mais justo que existam candidatos pleiteando o cargo. É tudo o que o governador não quer. O ideal para Requião seria uma homologação de seu irmão caçula no cargo e não se fala mais nisso, tudo de acordo com a Carta de Puebla.

FRACASSADO NA SEGURANÇA, DELAZARI VAI BRINCAR DE ESTRATEGISTA POLÍTICO


O noticiário do fim de semana trouxe o drama da superlotação da carceragem do 12o Distrito Policial, de Santa Felicidade, onde um detento acabou morto e um policial ferido, em uma tentativa de rebelião, na tarde de sábado. No domingo, foi descoberto um buraco de dois metros no local e mais oito presos foram "hospedados" lá. A capacidade é para 26 presos e estão amontoados mais de 100. Tudo isso acontecendo no maior centro turístico da capital, famoso pela gastronomia italiana. Por que a carceragem está superlotada? Porque o secretário de Segurança, Luiz Fernando Delazari não faz o seu trabalho. Há muitos detentos ali que já deviam ter sido transferidos para o sistema prisional, mas o secretário só funciona quando os estoques estão no pescoço de reféns. A carceragem do 12o DP quase foi interditada pela OAB, tamanha era a precariedade das condições. A OAB já pediu a interidição da carceragem. Mas o secretário Delazari está mais animado para coordenar a campanha do ex-reitor, Carlos Moreira. Quem sabe com ele brincando de estrategista político, a coisa não funcionaria melhor com um interino na Segurança. Qualquer coisa é melhor que este agente 86 amargurado. O do cinema pelo menos é engraçado.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

OPOSIÇÃO NÃO QUER ENTREGAR TRIBUNAL DE CONTAS DE BANDEJA


O deputado Valdir Rossoni, líder da Oposição na Assembléia, está pleiteando que seja estendido o prazo para inscrição de candidatos ao Tribunal de Contas, que encerra-se hoje (30/06). Rossoni não acha justo que o governador Requião faça e aconteça neste processo para colocar o seu irmão, o secretário de Educação, Maurício Requião no cargo de conselheiro, com um salarião de R$ 21 mil mensais.
"Ele é um secretário exemplar: é exemplo de má gestão", critica o tucano. "Denunciamos uma série de graves irregularidades na pasta comandada por ele. Isso é o suficiente para colocar em dúvida seu trabalho no Tribunal de Contas”.
Para Rossoni, a Assembléia não pode entrar nesta onda de açodamento do processo, por obra do governador Requião e disse que é preciso pensar na indicação de outro nome pela Oposição, caso Durval Amaral retire a candidatura. O deputado observa que Maurício Requião não tem nenhuma qualificação para o cargo.
Por sinal, nota que muita coisa depõe contra o secretário, basta citar o caso das superfaturadas tevês laranjas, que o secretário sempre fugiu de dar explicações.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

FRUET FAZ RADIOGRAFIA DOS DESMANDOS NO PARANÁ


Em tom de desabafo, o deputado federal Gustavo Fruet (PSDB), fez uma radiografia dos desmandos e dos equívocos do Governo Requião, em discurso na Câmara dos Deputados. “O governo do Paraná está imerso em disputas políticas, ideológicas e judiciais, num processo que se acentuou nos últimos dois anos. É um governo cuja marca pode ser resumida na falta de diálogo, de transparência e principalmente de planejamento”, disse. Habilidoso na oratória, o parlamentar paranaense explicou em Brasília porque este governo representa as raízes do atraso e fez previsões sombrias para o futuro. “Este é o terceiro mandato de Requião como governador, tempo suficiente para uma revolução o que não se verifica na realidade social do Estado. Ao contrário do que se vê , o governo não apresentou nada para modernizar a gestão pública, para evitar o desperdício, para melhorar a infra-estrutura do Estado e prepará-lo para o futuro. Ao invés disso, o governo gerou um imenso passivo que terá impacto nas próximas administrações, e será pago pelos paranaenses”.

ESCÂNDALOS E INCOMPETÊNCIA TRAZEM GRAVES PROBLEMAS À ECONOMIA PARANAENSE


Fruet falou também abandono da infra-estrutura do Estado, representada principalmente, pelos problemas do Porto de Paranaguá, cuja administração não chegou nem perto de fazer a dragagem do Canal da Galheta, obrigando o governo federal a assumir a tarefa, já que a falta de manutenção nesse período ameaçava no porto, com graves prejuízos para a economia do Estado.
Ele também abordou o escândalo do ParanáPrevidência, onde um ex-diretor – Francisco Alpendre – foi demitido pelo governador depois de denunciar aplicações irregulares, e a existência de uma dívida acumulada de mais de R$ 1,4 bilhão do Executivo com o fundo de aposentadoria dos servidores. De acordo com o deputado, a gestão do fundo hoje é ameaçada por “um jogo de interesses e disputas por cargos nunca visto”, “mas a tentativa de investigação foi evitada pelo governo”.

“BEM MESMO ESTÁ A FAMÍLIA REQUIÃO, TODA ABRIGADA NO GOVERNO"


Fruet também citou os principais problemas que o Estado enfrenta hoje: falta de investimentos em infra-estrutura, o aumento da violência, o passivo gerado por disputas judiciais e a ausência de alternativas econômicas e política de desenvolvimento, além de denúncias de irregularidades em vários órgãos da administração pública. “Bem mesmo, no Paraná de hoje, estão os muito próximos ao governador, particularmente sua família abrigada no governo”, criticou. E lembrou que a fome por cargos e mordomias parece que nunca é estancada. Prova disso, é o esforço gigantesco que o governador Requião faz, movendo a base aliada para nomear o irmão, Maurício Requião para uma vaga no Tribunal de Contas, um empregão de R$ 21 mil mensais.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

COHAPAR NÃO PAGA PARCELA DO DÉCIMO TERCEIRO


Funcionários de carreira da Cohapar estão com a pulga atrás da orelha, informa o colunista Fábio Campana. Isso porque a companhia furou um compromisso de décadas de depositar a primeira parcela do décimo terceiro salário no dia 25 de junho e não foi por esquecimento.
É o reflexo da crise financeira que se abateu sobre o caixa da Cohapar, coisa que o diretor Rafael Greca e o governo juram e consagram que não existe. Os funcionários da Cohapar se perguntam, entrementes, se companhia poderá arcar com o compromisso do salário do mês. E o futuro, como será?

PARANÁ FICOU A PÉ NA NEGOCIAÇÃO DA TOYOTA

Esta saiu no blog Zé Beto http://zebeto.jornale.com.br
Toyota escolhe sampa!
O jornal Valor Econômico anuncia hoje que a fábrica da Toyota será instalada em São Paulo. Na Boca Maldita, ao ler a manchete, um gaiato tascou de primeira: “Enquanto o Requião voa para a Argentina, a Toyota voa para Sampa”. De leve!

MAURÍCIO REQUIÃO VAI GANHAR R$ 21 MIL SEM TRABALHAR


Que tal um emprego com salário de R$ 21 mensais, com estabilidade vitalícia e que não precisa se preocupar em produzir nada por 14 anos? Parece coisa de marajá, dos contos das Mil e uma Noites, mas não é. É aqui no Paraná mesmo e será entregue de bandeja para Maurício Requião. O alerta está sendo feito pelo deputado Valdir Rossoni (PSDB), líder da Oposição. Ele fez as contas e descobriu que se Assembléia aprovar a indicação de Maurício para o tribunal de Contas, este pode ficar até 14 anos recebendo um salário de - atualmente - R$ 21 mil sem trabalhar. "É inédito", alarma-se Rossoni. "O irmão do governador pode se aposentar antes de começar a trabalhar". A explicação para tamanho privilégio está na Lei Complementar 113/2005, em seu artigo 140 inciso 2º. Segundo o texto, Maurício Requião só poderia trabalhar efetivamente, caso seja eleito conselheiro do TC, se o irmão-governador encerrasse a vida pública em 2010, para evitar conflitos de interesse. "Se Roberto Requião abrir mão da candidatura ao Senado, o Maurício só poderá julgar as contas a partir de 2014, porque há um período de espera obrigatória", explica Rossoni. Se Requião se eleger senador, ele só poderá exercer as prerrogativas de conselheiros em 2022. Não é o máximo?

QUEM VAI PAGAR PELA INCONTINÊNCIA VERBAL?


Com este festival de multas que o governador Requião vem recebendo, por insistir em escorraçar adversários políticos na TV Educativa, descumprindo decisão judicial, é preciso ficar de olhos bem abertos sobre a forma como governador vai saldar estas pendengas, que já chegam a quase meio milhão de reais. Já houve um caso que Requião empurrou para o seu partido, o PMDB, uma conta salgada de um processo que perdeu. E o PMDB pagou. Como o dinheiro que financia o partido é público, o governador cometeu um crime (mais um) na sua lista interminável.
Agora, sua dívida com a Justiça cresce exponencialmente, não mesma velocidade do enorme passivo que ele está gerando no Estado com suas ações tresloucadas, mas mesmo assim é uma soma respeitável.
O governador já disse publicamente que ele costuma misturar o público com o privado, pecado imperdoável para quem só atuou na vida pública. Equivale a dizer que se valeu do poder para sanar demandas particulares, o que é ilegal e imoral na cartilha da ética. Por isso, é bom abrir os olhos, senão este abacaxi pode acabar na nossa conta!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

RELATÓRIO DA MARINHA DETONOU INTERVENÇÃO BRANCA NO PORTO DE PARANAGUÁ


Inúteis os salamaques do governador Requião para tentar esconder a intervenção branca da União, que assumiu a dragagem do Porto de Paranaguá, depois que se comprovou que tanto o governador quanto seu irmão Eduardo Requião, são incompetentes para a tarefa.
Mas que não paire dúvidas de que o Governo Lula tomou à frente do processo, para evitar que o porto fosse fechado, veio à tona um laudo técnico elaborado pela Marinha Brasileira, apontando altos índices de probabilidade de encalhe de navios no canal da Galheta, e que foi determinante para que o governo federal decidisse promover a intervenção branca no Porto de Paranaguá e assumir diretamente a responsabilidade pela dragagem, após cinco anos de fracassadas tentativas do governo estadual de fazê-la.
O tema é assunto central na coluna de Celso Nascimento, na Gazeta do Povo de hoje. O estudo simula uma embarcação de referência enfrentando condições marítimas típicas, levando em conta as péssimas condições do Canal da Galheta. O documento reservado da Marinha, descreve a precariedade do Canal da Galheta, aponta sério risco de encalhe de navios e falha na sinalização noturna de navegação por conta do abandono do canal e faz três recomendações de caráter urgente:
1 – O estudo mostrou a inadequabilidade do canal existente para a embarcação de referência;
2 – no roteiro – Costa Sul, há uma relação de embarcações máximas admissíveis nos diversos terminais da região, cujas dimensões aproximam-se ou ultrapassam aquelas do navio analisado aqui;
3 – o estudo apontou soluções capazes de melhorar o desempenho do canal sugerindo que o mesmo seja retificado, alargado até 1335 pés, aprofundado até 49 pés, no mínimo, dotado de bóias luminosas com luzes sincronizadas.
Diante do exposto, o Ministério dos Portos tratou de antecipar a verba do PAC, para fazer a obra em caráter emergencial, antes que o porto seja interditado por falta de condições operacionais. Esta é a verdade, o resto é pirotecnia de palacianos tentando justificar os altos salários.

SE NÃO FOSSE O GOVERNO FEDERAL, O PORTO DE PARANAGUÁ IRIA FECHAR


Por repetidas vezes, o líder da Oposição, deputado Valdir Rossoni (PSDB), cobrou do governador Requião a demissão do mano Eduardo, do cargo de dirigentes dos portos do Paraná, por absoluta falta de competência. "O governo Requião sempre fez questão de alardear que o porto é dos paranaenses, mas se não fosse a decisão do governo federal, Paranaguá iria fechar", avaliou.
Para Rossoni, a intervenção federal prova a incompetência da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, dirigida pelo irmão do governador, Eduardo Requião. "São três anos sem dragagem", lembra. "Além dos riscos de acidentes, temos que contabilizar as perdas econômicas por conta do baixo calado, que permitia que os navios fizessem apenas meia carga”, lembrou o tucano.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

ALTO SE ESCALÃO SE ESBALDA NA PARANÁPREVIDÊNCIA

Esta é do site www.revistacapital.com.br:

Capilé demais

Os Contras não engolem o aumento salarial concedido aos bravos diretores da ParanaPrevidência. O líder do PPS na Assembléia, Douglas Fabrício, considera inadmissível que os servidores estaduais recebam apenas um resjuste de apenas 5%, enquanto a tigrada de alto escalão do fundo previdenciário seja aquinhoada com um aumento de 20%. O salário do presidente, por exemplo, saltou para R$ 20 mil, enquanto os demais diretores irão embolsar R$ 14 mil. Que beleza, hein?

TC DÁ BOAS VINDAS À MAURÍCIO REQUIÃO


Maurício Requião não foi aprovado ainda para integrar a corte do Tribunal de Contas, mas os conselheiros já estendem tapetes de boas vindas para o novo colega. Ontem, o TC emitiu um nada consta sobre a negociação das superfaturadas Tvs laranjas, atendendo a uma consulta do secretário. A estratégia de Maurício funcionou. Como os conselheiros poderiam considerar irregular uma operação feita por um futuro colega? Não seria de bom tom. Assim, Maurício sai com o salvo-conduto de um negócio pra lá de suspeito, comprovadamente superfaturado e fica tudo por isso mesmo. A salvação é o Ministério Público, a quem foi endereçada todas as evidências do negócio da Secretaria de Educação com a Cequipel, a maior doadora da campanha de Requião.

LULA ASSUME DRAGAGEM DO PORTO DE PARANAGUÁ


Eduardo Requião ficou com o pincel na mão. Ontem, o ministro dos Portos, Nascimento Brito veio a Curitiba, se reuniu com empresários na sede da poderosa Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e declarou publicamente que o Governo Federal assumiu a dragagem e aprofundamento do Canal da Galheta, do Porto de Paranaguá. Brito disse que o governo Lula reservou R$ 60 milhões, através do PAC- Programa de Aceleração do Crescimento -, para as obras, que devem começar já no próximo mês, bastando que sejam emitidas as licenças ambientais.
Brito deu uma aula de como se mantém em dia um canal de acesso a um porto, dizendo que além do aprofundamento, que deve levar o calado para 15 metros, será feita uma dragagem de manutenção anual para evitar o acúmulo de material e mantendo a profundidade sempre em 15 metros, o que daria condições de qualquer navio atracar e carregar carga total em Paranaguá, sem correr risco de encalhar.

Ao invés de comemorar a dragagem, Eduardo Requião preferiu bancar o ofendido. Ele está no porto há cinco anos e meio e não chegou nem perto de realizar a obra e deveria dar graças aos céus que o Governo Lula tomou a frente do processo.
Afinal, Eduardo e governador Requião sempre se queixaram que estavam sozinhos neste processo, isolados, enfrentando o lobby das empresas de dragagem que não queriam baixar o preço de jeito nenhum. Não precisa mais de toda esta choradeira, de desculpas esfarrapadas, de mentir que o gigante da Rio da Plata atracou com carga máxima em Paranaguá e todo aquele festival de baboseiras e pirotecnias, enquanto o porto perde posições no ranking nacional.
Para o governador Requião e seu irmão Eduardo, que têm se mostrado dois verdadeiros estorvos para o Porto de Paranaguá, eis o bordão da campanha eleitoral de Lula, que finalmente passa a ter sentido plausível: “Deixem o homem trabalhar”! E não se metam a fazer o que não sabem. Está mais que provado que vocês não têm capacidade para isso.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

OPOSIÇÃO TENTA DERRUBAR PEC DA ÁGUA NO SUPREMO


A Bancada de Oposição na Assembléia vai entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) aprovada pela base governista e que proíbe a participação de empresas privadas na exploração da rede de água e saneamento básico nos municípios do Paraná. A “PEC da Água”, como vem sendo chamada, restringe a operação desses serviços a empresas públicas ou de economia mista, como é o caso da Sanepar. A intenção do governo é impedir que os municípios retirem as concessões da Sanepar para contratar serviços privados.
O deputado estadual Fernando Carli Filho (PSB) alega que a proposta é inconstitucional, por ferir o princípio segundo o qual o saneamento básico é de responsabilidade e competência exclusiva dos municípios. Segundo Carli Filho o artigo 30 (incisos I e V) da Constituição deixa claro a autonomia dos municípios nesta questão, o que já é reconhecido pelos Tribunais Superiores em ações que contestam leis estaduais semelhantes.

SANEPAR COBRA TARIFA MAS FICA DEVENDO TRATAMENTO DE ESGOTO


A questão é polêmica e o governo sempre usa o discurso da universalização da água como bem público. Só que toda esta cantilena não resolve a situação do cidadão que não conta com rede de esgoto. Recentemente, o jornal Gazeta do Povo fez um amplo levantamento e constatou que quase a metade dos paranaenses não dispõe de serviços de tratamento de esgoto.
Mas a Sanepar nunca deixou de cobrar tarifa religiosamente de todos os municípios. Cobra mas não presta o serviço. Para onde vai o dinheiro? Há denúncia gravíssimas, varridas para baixo do tapete de Requião, de que a Sanepar se transformou num cabide de empregos sem igual neste governo. E não dá para esquecer do caso Pavibras, em que a estatal pagou aditivos milionários por obras que não foram entregues.
E também se sabe que a Sanepar, em alguns, casos recolhe o esgoto mas despeja diretamente nos rios, sem tratamento. A própria empresa polui e depois sofre com a escassez de mananciais para fornecer água potável para a população.
E as nossas praias, então? É uma verdadeira nojeira a língua negra de esgoto cortando a areia e despejando direto no mar. O que deveria ser um cartão postal, com amplo potencial turístico é motivo de vergonha e foco de doenças.
Por estas e outras é evidente que o papel da Sanepar precisa ser rediscutido. A empresa não pode servir de instrumento político, deste ou de outros governos. Se é um bem público, se tem um papel tão relevante assim para a coletividade, não pode ficar à mercê de um governo que a transforma numa central de mordomias custeadas com dinheiro público. É preciso que ela tenha um gestão profissional para que consiga cumprir a função que lhe foi delegada.