sexta-feira, 31 de agosto de 2007

ENTROU ÁGUA NOS CURSOS DA UNILITORAL?

A garantia de que os jovens do litoral poderiam cursar faculdade próximos de suas casas, na Unilitoral, com a segurança de que suas profissões seriam reconhecidas, teria ido por água abaixo. Auditoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que acaba de chegar às mãos dos deputados de oposição, sinaliza que os cursos da Unilitoral não possuem regulamentação. Isso significa que os alunos que concluírem os estudos ali não conseguirão encontrar emprego, já que falta a chancela do MEC – Ministério da Educação à instituição. Os deputados começaram ontem a preparar uma representação que será enviada à Secretaria de Ensino Superior (Sesu), do Ministério da Educação (MEC). Eles querem saber se os quatro cursos de graduação oferecidos pelo câmpus litoral – Fisioterapia, Gestão Ambiental, Serviço Social e Gestão e Empreendedorismo – serão reconhecidos. Segundo o deputado Élio Rusch (DEM), que responde interinamente pela liderança, dependendo da resposta, o caso poderá ser encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF). O MPF já recebeu a denúncia, feita em abril deste ano por um grupo de professores da UFPR Litoral. “Nossa preocupação é com a educação”, afirmou ontem o deputado Élio Rusch. “São 1,6 mil alunos, que não podem ser penalizados.”

AS FALHAS QUE AUDITORIA APUROU NA UNILITORAL

- Falta de projeto pedagógico na Universidade do Litoral, que deveria estar no arquivo da Pró-Reitoria de Graduação e Ensino Profissionalizante (Prograd).
- Ausência de reuniões da Comissão de Acompanhamento da Implantação do projeto UFPR Litoral – a última ata de reunião da comissão data de 17 de junho de 2005.
- Carência de resoluções do Conselho de Ensino e Pesquisa (Cepe) da UFPR, que regulamentem os cursos profissionalizantes e de graduação ofertados pela UFPR Litoral.
- Falta de organização curricular que especifique a grade de disciplinas.
- Ausência de um sistema de verificação de aproveitamento dos alunos .
- Inexistência de informações, no endereço eletrônico da UFPR Litoral, a respeito do programa de cada curso ofertado e do ato legal de reconhecimento dos cursos.
- Falta de Regimento Interno do câmpus Litoral.
- Ausência de cópias de todo o material relativo à UFPR Litoral na Prograd, a exemplo do que ocorre com os demais cursos da universidade.

ACERTOS POLÍTICOS COMPLICAM PERDÃO DA MULTA AO PARANÁ

O deputado Marcelo Rangel, líder do PPS na Assembléia Legislativa, teve que pagar do próprio bolso a viagem e hospedagem a Brasília, depois de alegarem que não havia mais reserva no vôo que teve a missão de fazer pressão política para tentar derrubar a multa do Banestado. Isso não foi o maior problema na mal sucedida viagem, já que o parlamentar posteriormente foi ressarcido pelo legislativo.
Pior de tudo é que Rangel fez uma série de contatos e obteve dos deputados Fernando Coruja, César Silvestre e Moreira Marques, do PPS, a garantia de que a bancada votaria em massa em favor do Paraná , como ocorreu.
O que surpreendeu o deputado foi que as bancadas do PMDB, PTB e do PT, que aqui representam a situação, acabaram sendo contra. E agora o deputado ficou sabendo que este foi mais um dos “acertos políticos” nos bastidores, para mandar a matéria para decisão do Senado da República. Rangel disse que está surpreso com as notícias dos jornais dando conta de que exatamente os partidos de representação do governo acabaram não acatando a decisão, enquanto o PPS, que é uma oposição ferrenha ao Governo do Paraná, foi 100% favorável.

MINISTRO DAS COMUNICAÇÕES SERÁ INFORMADO DOS ABUSOS DA RTVE

Depois dos puxões de orelha da Justiça do Paraná, proibindo o festival de impropérios de Requião contra a imprensa do Paraná, a idéia agora é ver que tipo de sanções o Ministério das Comunicações prevê em caso de abusos, como os verificados na RTVE. O deputado Eduardo Sciarra (DEM) pediu ao presidente da Comissão de Comunicação da Câmara, deputado Julio Semeghini (PSDB/SP), que marque audiência com o ministro Hélio Costa para este fim. No último dia 8, a Comissão de Comunicação aprovou pedido de informações para que o Ministério investigue as denúncias de desvio de finalidade e uso político da Educativa. Na ocasião, Sciarra garantiu que se o Minc não tomasse providências, iria recorrer ao Ministério Público Federal (MPF). “Vamos esperar a manifestação do ministro para só depois, se necessário, acionar o MPF”.

GOVERNO DA BOQUINHA DO PARANÁ VAI CRIAR MAIS CABIDES DE EMPREGOS

O Governo da Boquinha do Paraná se prepara para criar mais cargos de secretário sem nenhuma função específica para acomodar apadrinhados que ajudaram a reeleger Requião. Traduzindo: cabides de empregos que custam caro ao contribuinte e mostram que a dita penúria dos cofres públicos carece de veracidade. Pela lista de funcionários comissionados do governo do estado, divulgada na semana passada, o Paraná tem 39 secretários de estado ou servidores com status de secretário. Todos recebem R$ 11,9 mil por mês. Somados, os salários dos secretários ou de assessores que têm esse status geram um gasto mensal de R$ 464,1 mil aos cofres públicos do estado. Dá R$ 6 milhões ao ano, que estão sendo carreados para engordar as contas dos amigos do poder.
Esta lista vai aumentar. Pelo menos mais quatro cargos estão sendo criados. E os funcionários públicos que tiveram seu merecido aumento negado? Estes nem as prometidas migalhas vão ganhar, a julgar a disposição do governo, que vende a falsa versão de que as finanças do Estado vão mal, tese que já foi devidamente derrubada neste espaço (veja as postagens anteriores). Depois Requião sai a mil por hora por aí, pedindo socorro, porque não pode pagar a multa do Banestado de R$ 5 milhões mensais... Quem o leva a sério?

VEJA A RELAÇÃO DE QUEM ESTÁ SE DANDO BEM NO GOVERNO DA BOQUINHA DO PARANÁ

Se você não viu na Gazeta do Povo, reproduzimos aqui a lista do pessoal que custa quase meio milhão aos cofres públicos, por mês:
Secretarias especiais

Nomenclatura do cargo: A1 - Salário: R$ 11,9 mil
Secretário de Corregedoria e Ouvidoria-Geral - Luiz Carlos Delazari
Secretário de Relações com a Comunidade - Milton Buabssi
Secretário para Assuntos Estratégicos - Nizan Pereira Almeida
Secretário de Representação do Paraná em Brasília - Nivaldo Passos Kruger
Secretário da Chefia de Gabinete do Governador - Vanderlei Falavinha Iensen
Secretário especial (sem pasta definida) - Luís Guilherme Gomes Mussi
Secretário para a Coordenação de Projetos Sociais - Nivaldo Maldonado Gonçalves
Secretarias comuns
Nomenclatura do cargo: A1 - Salário: R$ 11,9 mil
Secretário-chefe da Casa Civil - Rafael Iatauro
Secretário-chefe da Casa Militar - Anselmo José de Oliveira
Secretaria da Agricultura e do Abastecimento - Valter Bianchini
Secretaria da Administração e da Previdência - Maria Marta Renner Weber Lunardon
Secretaria de Estado da Criança - Thelma Alves de Oliveira
Secretaria de Estado da Comunicação Social - Aírton Carlos Pissetti
Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano - Luiz Forte Netto
Secretaria de Estado da Cultura - Vera Maria Haj Mussi Augusto
Secretaria de Estado da Educação - Maurício Requião de Mello e Silva
Secretaria de Estado da Fazenda - Heron Arzua
Secretaria da Indústria, Comércio e Mercosul- Virgílio Moreira Filho
Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania - Jair Ramos Braga
Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos - Lindsley da Silva Rasca Rodrigues
Secretaria de Estado de Obras Públicas - Júlio César de Souza Araújo Filho
Secretaria do Planejamento e Coordenação Geral- Ênio José Verri
Secretaria de Estado da Saúde- Cláudio Murilo Xavier
Secretaria de Estado da Segurança Pública - Luiz Fernando Ferreira Delazari
Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - Lygia Lumina Pupatto
Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social - Nelson Garcia
Secretaria de Estado dos Transportes - Rogério Wallbach Tizzot
Secretaria de Estado do Turismo - Celso de Souza Caron
Rádio e Televisão Educativa - Marcos Batista – diretor-presidente Aparece na lista como secretário de Estado
Outros funcionários com status de secretário - Salário: R$ 11,9 mil
Procuradora-Geral do Estado - Jozélia Nogueira Broliani (nomenclatura do cargo: A1 PGE)
Servidores com cargo AE1
Assessor Especial de Imprensa - José Benedito Pires Trindade
Secretaria de Controle Interno - Antônio Jorge Melo Viana
Diretora do Museu Oscar Niemeyer - Maristela de Mello e Silva
Assessor da região metropolitana de Curitiba - Alcidino Bittencourt Pereira
Assessor da região metropolitana de Foz do Iguaçu - Celso Samis da Silva
Assessora da região metropolitana de Londrina - Elza Correia
Assessora da região metropolitana de Cascavel - Inês Aparecida Paula Dias
Assessora da região metropolitana de Maringá - João Ivo Callefi
Assessor para a Macrorregião do Litoral- Mário Manoel Roque
Obs.: não estão na lista publicada no site do governo os diretores-presidentes de órgãos da administração indireta, como Copel, Sanepar e Cohapar.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

ONDE ESTÁ A LEI QUE COBRAVA DOS RESPONSÁVEIS PREJUÍZOS CAUSADOS AO ERÁRIO?

Durval Amaral, um dos deputados mais técnicos da Assembléia, propôs uma lei há cerca de dois anos atrás, que deu a maior dor de cabeça ao governador Requião. O teor da lei de Amaral rezava que o ocupante de cargo público poderia ser responsabilizado por qualquer prejuízo que causasse ao Estado, desde malversações de recursos públicos, até ações administrativas que gerassem ações de reparações das partes prejudicadas.
A lei era muito bem amarrada e previa que os eventuais danos deveriam ser ressarcidos pelos descendentes diretos, em caso da morte do protagonista. Entenda-se como ocupante de cargo público desde o mais humilde servidor até o governador do Estado. O negócio deu pano para manga. A lei foi aprovada e entrou em vigor, o que obrigou Requião a ordenar a Sérgio Botto de Lacerda que entrasse na Justiça para derrubá-la, o que acabou ocorrendo.

REQUIÃO PERDERIA TODOS OS BENS E ENDIVIDARIA FAMÍLIA POR 200 GERAÇÕES

Com um catatau de precatórios nas costas, Requião não quer nem ouvir falar de uma lei assim: teme ser raspado até o último centavo e ainda endividar 200 gerações futuras do clã.Só no caso do pedágio baixa ou acaba, o Paraná terá que arcar com um enorme passivo judicial a ser quitado por conta das ações que tramitam na Justiça por divergências técnicas e contratuais com as concessionárias de rodovias. Os procuradores têm medo de fazer a conta mas o passivo pode chegar a mais de R$ 3 bilhões. Uma dívida deste tamanho quebra o Estado. A título de comparação, os procuradores citam o caso da Ferrovia Central do Paraná. Somente com os precatórios da Central do Paraná, o governo poderá ser obrigado a pagar mais de R$ 3,3 bilhões (em valores corrigidos, R$ 20 bi) para a Construtora CR Almeida.

INVASÃO DA SYNGENTA TAMBÉM VAI ESTOURAR NO BOLSO DO CONTRIBUINTE

É bom lembrar que o pedágio não é tudo. Lembram da Syngenta? Invasão orquestrada, conivência da polícia e do governo com os invasores, ao não atender as repetidas reintegrações de posse ganhas pela empresa na Justiça. Cabe indenização, já devidamente ajuizada, cobrando danos ao patrimônio, lucros cessantes, depredação de material científico o qual estava sob guarda de patente, etc, etc, etc. Sabe quanto isso vai dar? Outra fábula que será paga pelo contribuinte.Era isso que a lei de Durval Amaral buscava evitar, responsabilizando os agentes públicos sobre suas ações, para evitar que o contribuinte pague pelos seus erros. Está mais que na hora de reativar esta lei.

ROMANELLI ASSUME SUPERFATURAMENTO DAS TVS LARANJAS

Meio sem jeito e a contragosto, o líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli admitiu o inevitável: o governo pagou mais do que deveria pelo de 22 mil TVs laranjas. De acordo com Romanelli, a Cequipel – maior doadora individual da campanha de reeleição do governador Requião -, pagou R$ 700 pela unidade à CCE e revendeu para o governo do Paraná por R$ 860,00. Com isso a Cequipel teve um lucro no negócio de R$ 3,5 milhões. Isso se a CCE não vendeu por mais barato, o que não é de duvidar.
Aí cabem várias perguntas. Talvez a mais simples e mais importante delas: por que o governo não comprou as ditas TVs direto da CCE? Tinha que dar o quinhão à Cequipel. O governo ficou defendendo o indefensável durante meses e agora é desmentido pelo seu próprio líder. Atenção Ministério Público: cabe ação para ressarcir os cofres públicos, diante do flagrante prejuízo à população.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

GOVERNO REQUIÃO NÃO DÁ REAJUSTE PARA OS SERVIDORES POR QUE NÃO QUER

Quando o governo do Paraná fala que não tem condições de conceder reajuste para o funcionalismo está enganando os servidores. Isso mesmo, sem meias palavras, falta com a verdade. Estudos de órgãos sérios, que não sofrem influência palaciana, como Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos – Dieese atestam que o governo não tem as dificuldades de caixa alegadas e o crescimento da arrecadação de impostos no Estado é bastante satisfatório, ao contrário do quadro de penúria que é pregado pelo pessoal que cuida do cofre.
Tanto é assim que foi o próprio governo quem propôs o reajuste e por que mudou de planos agora? O principal argumento usado pelas hostes palacianas é o de que a arrecadação não cresceu como era esperado e por isso não será possível conceder os reajustes. Mas basta confrontar com os estudos do Dieese e a essa tese explode como bolha de sabão. Segundo o Dieese, a receita do Estado já cresceu 7% até julho deste ano. Os técnicos do Estado estimavam que o crescimento do ano inteiro seria de 6%. O Dieese diz mais: nesta marcha o crescimento da arrecadação deve superar os 10% este ano, um resultado muito além do esperado.

GASTOS COM A FOLHA DE PAGAMENTO ESTÁ BEM ABAIXO DO LIMITE DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

Tem mais um detalhe importante: o comprometimento da receita com salários está bastante abaixo do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O Estado gasta 42% das receitas com a folha, quando o limite é 46,55%. Os seja, não haveria nem a necessidade da arrecadação crescer. Só com estas condições existem plenas possibilidade de o governo discutir um reajuste com os servidores de 10% em média, segundo o Dieese, sem risco de estourar o limite da LRF.
Para fazer o caldo engrossar, o governo guarda a sete chaves o valor do estoque de ICMS diferido pelas empresas que aqui se instalaram, o que ainda não foi pago, quanto já foi pago e a partir de quanto. A manobra dá entender que o Estado não quer mostrar determinadas fontes de arrecadação. Fatura, mas quietinho...

NOTA FISCAL DAS TVS LARANJAS PODE DECIDIR FUTURO DA CCE NO PARANÁ

E se a CCE resolver divulgar a nota da compra dos televisores laranjas? Será demonizada?
Parece que este é o temor do líder do governo Luiz Cláudio Romanelli. A nota fiscal pode deixar Requião de maus bofes, que incontinenti atacará a empresa, mostrando a sua verdadeira faceta.
A CCE dará de ombros e obviamente revisará a sua decisão de instalar uma fábrica de computadores em São José dos Pinhais. É uma grande corporação e não precisa ficar ouvindo desaforos. Sabe que nas demais unidades da federação, governadores ávidos estenderão tapete vermelho para o investimento.
A essa altura o prefeito Leopoldo Costa Meyer já está encolhido, rezando para que nada disso aconteça. Afinal são 600 empregos diretos, fora os efeitos multiplicadores que um investimento de tecnologia trará para a cidade. Já deve ter vislumbrado que um convênio com a empresa e as escolas da cidade, operaria maravilhas, no surgimento de laboratórios de computação, e também no treinamento de futura mão-de-obra, num setor que o País é carente. Se tudo isso voar para longe, será uma grande perda para o Paraná. Mas tudo dependerá se Requião engolir em seco que os preços dos televisores deram um salto considerável, no trajeto da linha de montagem da CCE para os galpões da Cequipel. E aí, Requião? O povo quer saber...

CORTE DE INCENTIVOS DAS EMPRESAS É OUTRA CACETADA NO SETOR PRODUTIVO

É condenável a proposta do governo, de cortar incentivos fiscais dos setores de construção civil e panificação no Paraná. O benefício havia sido concedido em 2005 e agora o governo argumenta que os setores estão acumulando muitos ganhos.
Com esta decisão, o governador ratifica uma política de desrespeito com o setor empresarial do Estado, que tem sido a tônica desta gestão. O governo havia reduzido a alíquota do ICMS – Imposto Sobre Circulação de Mercadorias – de 18% para 12% de vários itens da construção civil e de zerou-as nas operações de venda de trigo, de farinha de trigo e de misturas pré-preparadas de farinha de trigo para pães. O objetivo era alavancar as vendas do setor, o que foi obtido.
Apesar de louvável, a política do governo para o setor produtivo sempre teve este caráter pontual, que não é duradouro e, portanto, não é adequado para estimular o desenvolvimento das empresas a longo prazo.

PARANÁ VIROU O PATINHO FEIO DOS INVESTIMENTOS

Se o Paraná tivesse um projeto de desenvolvimento, voltada para atração de investimentos e geração de empregos, não haveria a necessidade de o Estado abrir mão de receitas, principalmente neste momento tão difícil que atravessa.
Ao invés disso, o governador se esmera em rasgar contratos. O caso mais recente é o da Syngenta. Estas atitudes afugentam o capital de risco, que busca um ambiente favorável para maturar seus investimentos e com infra-estrutura funcionando.
O comportamento de risco do governador repercute sobre as finanças do Estado, que andam seriamente combalidas, a ponto do ex-secretário Heron Arzua apresentar dois balanços fajutos das contas na Assembléia. Sem contar que o governo buscou até ajuda da oposição para tentar se livrar da multa do Banestado. Há um desespero em aumentar a arrecadação, mas de outro lado não existe preocupação em regular os gastos do governo, o que é paradoxal. O importante é que, além de buscar se livrar de dívidas, deveria ser uma meta permanente ampliar a base de arrecadação do ICMS, o que só acontece com a instalação de novas empresas, coisa rara hoje em dia no Paraná.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

JUSTIÇA ACATA PEDIDO DA OPOSIÇÃO E GOVERNO TERÁ QUE SE EXPLICAR SOBRE FALTA DE MEDICAMENTOS

Não adianta o secretário de Saúde, Cláudio Xavier se esconder. Agora a Justiça eestá cobrando explicações sobre a falta de medicamentos no Paraná. O desembargador Rosene Arão de Cristo Pereira concedeu pedido de liminar em mandado de segurança encaminhado ao Tribunal de Justiça pela Bancada de Oposição na Assembléia Legislativa, que determina ao secretário que forneça informações sobre as compras de medicamentos. Na decisão, proferida no último dia 24, mas só divulgada hoje, Pereira dá prazo de dez dias para que Xavier responda o pedido de informações protocolado pela oposição, ignorado anteriormente. E estabelece uma multa simbólica diária de R$ 100,00 caso isso não aconteça. No final de maio, o deputado Augustinho Zucchi (PDT) – em meio à crise pela falta de medicamentos para portadores de doenças de alto risco – protocolou na Assembléia um pedido de informações, na qual cobrava da Secretaria a relação das licitações para compra de remédios realizadas desde 2003, no governo Requião. Também pedia a lista das empresas fornecedoras, a relação dos medicamentos adquiridos e o valor dos mesmos. Na época, o líder do governo na Assembléia, Luiz Cláudio Romanelli, fez uma acordo para a retirada do requerimento do plenário, se comprometendo a fornecer os dados em seguida. Como Romanelli não cumpriu com a palavra, Zucchi protocolou o pedido diretamente na Secretaria de Saúde, que também não deu as respostas. Diante disso, os deputados de oposição decidiram recorrer à Justiça, o que resultou na liminar concedida pelo desembargador Rosene Pereira. No texto da decisão, ele acusa a secretaria de desrespeitar a Constituição, já que por lei, as informações são públicas e deveriam estar disponíveis a qualquer cidadão.

MARCELO RANGEL ATACA PRIVILÉGIOS E DEFENDE MINISTÉRIO PÚBLICO COM PLENOS PODERES

O deputado Marcelo Rangel, advogado por formação disse que é totalmente contra a criação de leis para tentar reduzir os poderes do Ministério Público do Paraná.“Entendo que o Ministério Público, como o Poder Judiciário em geral, deve ter autonomia para as suas decisões. Toda e qualquer forma de ingerência, privilégios e jeitinhos brasileiros é, para mim, um tremendo absurdo”, destacou o deputado.
Rangel também se posicionou contra o foro privilegiado. “Entendo que a partir do momento que não vigorarem mais esses privilégios judiciais para o homem público, a política terá maior credibilidade”, ressaltou e complementou afirmando que “é de credibilidade que estamos precisando. Não de privilégios. Esses já existem até de maneira imoral. Eles acabam acobertando crimes, erros inconcebíveis e fazendo com que a sociedade desconfie sempre de nossa classe política”.
E defendeu a harmonia entre os poderes constituídos: “Meus respeitos ao Ministério Público, ao Poder Judiciário. Como assim espero que seja tratado como integrante do Poder Legislativo. E ao Executivo o meu igual respeito com a espada em riste da fiscalização e da boa prática política”.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

TIME DE REQUIÃO GOVERNA OLHANDO PELO RETROVISOR

A bancada governista na Assembléia deve andar com dor no pescoço. Eles só conseguem achar argumentos para justificar o festival de barbaridades protagonizado pelo time de Requião, olhando pelo retrovisor. Aprenderam com o chefe. Tudo é culpa de Jaime Lerner. Já se vão quatro anos e oito meses de governo Requião, mas é tudo culpa do governo anterior. Falta coragem para assumir os erros, as falcatruas na Sanepar; na Ceasa; o estouro dos gastos na Secretaria de Comunicação; o escancarado governo familiar, que garante emprego público com bons salários a 26 integrantes da família Requião; a farra dos cargos comissionados; os balaços mandrakes das finanças do Estado, que mostram um perigoso rombo de caixa nas contas do governo; as licitações com cartas marcadas na Cohapar; a compra superfaturada de televisores; o negócio turvo das usinas da Elejor, etc. Tudo isso o governo varre para baixo do tapete.
De tanto cuidar do retrovisor, o governo não consegue olhar para frente, e o Paraná é levado a um rumo incerto e perigoso.

COM NOTA OU SEM NOTA, COMPRA DOS TELEVISORES FOI SUPERFATURADA

A semana começa com a expectativa de que o líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli, apresente as notas das TVs laranjas – da CCE e da Cequipel -, para se saber, afinal quanto o governo de fato pagou pelo laranjal. De antemão, já está provado que a compra foi superfaturada. Não adianta vir com esta conversa de que a entrada USB e leitor de cartão de memória encareceu os aparelhos, porque não é verdade. Cotações feitas em aparelhos com DVD, o que supera o custo das “inovações”, que o governo do Paraná alardeia, deram uma diferença de R$ 300 reais por unidade, incluindo a compra do pen drive, que o governo ainda terá que comprar. Isso sem o desconto, que seria prontamente concedido por qualquer fornecedor, principalmente se tratando de um lote de 22 mil unidades.
A base governista, no afã de defender o laranjal, argumentou ainda que seria injusto comparar a aquisição de televisores seis meses atrás, com os disponíveis agora. São desmemoriados de ocasião. Comparações feitas à época já apontavam para o superfaturamento.

ROMANELLI JÁ PREPARA SAÍDA PELA TANGENTE

O deputado Romanelli assumiu compromisso que irá trazer as notas, dispensando a apresentação de requerimento. Ele já furou várias vezes: se comprometeu a trazer informações a deputados de oposição e ficou só na conversa. Um indício perigoso de que isso possa se repetir, apareceu numa ressalva do deputado. Romanelli disse que a CCE – que fabricou os televisores -, vai instalar uma fábrica de computadores em São José dos Pinhais e o deputado teme que um questionamento desta natureza possa atrapalhar o processo, dando a entender que a empresa pode desistir do Paraná, se for colocada contra a parede.
Nada mais falso.
1 - Grandes corporações como a CCE são transparentes e têm instrumentos de controle administrativos eficientes que impedem a formação de qualquer processo nebuloso na política corporativa de empresa.

2 – Empressa deste porte não pautam seus investimentos pela venda de meros 22 mil televisores laranjados;

3 - Se escolheram o Paraná, foi pelas vantagens que o Estado apresenta, frente às demais unidades de federação;

4 - As decisões só foram tomadas após cuidadosas análises de risco, tempo de maturação de investimento, qualidade da mão-de-obra, proximidade de potenciais mercados, facilidade de escoamento de produtos para exportação, baixos índices de absenteísmo, etc.
5 – Um empresa que trabalha ouvindo os clientes, que são a base das inovações e melhoria contínua de seus produtos, não vai se negar de mostrar uma nota de venda, instrumento singular da realização de um negócio que se diz lícito.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

REQUIÃO GANHA DUAS VEZES MAIS DO QUE UM PROCURADOR DO MP

Depois que o Ministério Público mandou acabar com o governo familiar no Paraná, Requião saiu atirando, chamando os procuradores de marajás. Mais um tiro no pé. O colunista Celso Nascimento, bem demonstrou, na Gazeta do Povo, que os 1.171 funcionários da instituição - dos quais 500 são promotores -, ganham em média R$ 12.900,00. Bem menos que os R$ 25 mil que Requião ganha como governador, sem contar que tem as despesas (e que despesas!) livres, pois mora na Granja do Cangüiri, com tudo do bom e do melhor, às custas do erário público. Estão aí os gastos de R$ 32 milhões da Governadoria só este ano, que atestam isso. Só o Requião e seus apaniguados podem ganhar bem? Os promotores, que estudaram, prestaram concurso público e têm dedicação exclusiva, não merecem? Só se não tocarem no assunto nepotismo...