segunda-feira, 10 de novembro de 2008

POR DENTRO DA MENTE CRIMINOSA

Ilana Casoy é sobrinha do famoso jornalista Boris Casoy. Ela mora em São Paulo e é especialista em mentes de serial killers. Já escreveu três livros sobre o assunto e ajudou a desvendar inúmeros casos em SP.

Ilana é oque a polícia americana denomina de offender profile, estudioso do comportamento dos criminosos. Esse tipo de profissional é chamado toda a vez que as autoridades se deparam com assassinatos em série.

Antes que outra vida inocente seja ceifada, o melhor que a polícia do Paraná pode fazer é buscar ajuda que leve àsolução do caso. Se se tratar de uma mesma pessoa que está por trás das mortes das meninas, é sinal que há um serial killer,(matador em série), solto por aí. Isso não é coisa somente de Hollywood, não.

ELA AJUDOU A PRENDER O MONSTRO DA CEASA

Um dos trabalhos recentes de Ilana Casoy para a Polícia do Pará, levou a prisão de um assassino em série de meninos, no caso que ficou conhecido como do Monstro da Ceasa. O criminoso matava meninos no meio do mato depois de violentá-los. Ilana analisou os laudos das cenas dos crimes e convenceu os investigadores de que, ao contrário do que pensavam, o assassino era heterossexual. De posse deste novo perfil, o rol de suspeitos começou a se afunilar.

Ilana fez outras observações que ajudarama polícia. Deduziu que o culpado era organizado, selecionava as vítimas perto de casa e as levava para local seguro, onde agia sem testemunhas, usando um “kit crime”, composto de uma corda com que esganava os meninos e era amarrada de um jeito que, segundo um coronel do Exército que ela consultou, só se aprende no serviço militar.

Com estas informações, a polícia prendeu o criminoso. E vejam só: a investigação foi premiada pelo FBI, apolícia federal americana, durante um encontro internacional de análise de cenas de crime, realizado emCuritiba (isso mesmo) em novembro de 2007, o que mostra que nossos policiais já conhecem o trabalho de Ilana.

MATANÇA NO FINAL DE SEMANA E OUTRA GAROTINHA MORTA!

O secretário de (In) Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, vai reunir os comandantes da PM porque a quer dar uma resposta à escalada de violência que a sua secretaria e o governo tanto se esmeram em negar.

A polícia de uma forma geral anda com a pulga atrás da orelha, porque além do assassinato brutal da pequena Raquel Genofre, de 9 anos, o final de semana em Curitiba e região metropolitana foi de amargar.

Foram contadas 30 mortes violentas, neste final de semana, a partir da noite de sexta-feira. É muita coisa e o estoque de desculpas está acabando, até para o cinismo do secretário.

Para piorar, hoje pela manhã foi encontrado um corpo de outra garotinha, Alessandra Subtil Betim, de 8 anos, na cidade de Castro. A criança estava desaparecida desde domingo e foi encontrada morta, com sinais de violência sexual. É o segundo caso e isso indica que há maníaco à solta e que a prisão do suspeito Jorge Luiz Pedroso Cunha, tão festejada na Secretaria de (In) Segurança, possa não levar a nada. A polícia terá que partir da estaca zero para solucionar estes dois casos rumorosos.

A opinião pública cobra respostas e até agora a polícia não está conseguindo fornecê-las. Ninguém mais dorme tranqüilo sabendo que existe um monstro espreitando os pequenos nos locais mais improváveis. Diante de tantos desafios para polícia, não adianta ficar inventando nomes pomposos como Operação Samurai. Mais segurança, já!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A INDIGNAÇÃO DO MENSALEIRO

O ex-ministro José Dirceu, do PT, que foi apontado pelo procurador da República, Antônio Fernando de Souza, como o chefe do Mensalão, esquema de corrupção que movimentou R$ 2,6 bilhões, atacou o prefeito Beto Richa em seu blog. Se disse pasmo com os gastos de campanha do prefeito.

O prefeito gastou R$ 6,8 milhões em sua campanha, mas isso é troco perto das cifras do mensalão. Mais: Gleisi Hoffmann, que é do seu partido, também teve despesas altas, fixadas em R$ 6,5 milhões, uma pequena diferença do gastou Richa. O PT e Dirceu só enxergam aquilo que querem e ainda assim, a ótica é sestrosa.

GOVERNO SÓ GANHA COM O TARIFAÇO DISFARÇADO DE “REFORMA TRIBUTÁRIA"

O tarifaço, maquiado como “reforma tributária” pelo governo Requião acaba de sofrer mais um duro golpe. E ele foi desferido por ninguém menos que o deputado estadual Reni Pereira (PSB), um experiente profissional da área fazendária.

Reni disse ter recebido informações de que a maioria das empresas do setor supermercadista – principal beneficiado direto pelo projeto de mudança nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços estaria quitando débitos de ICMS inscritos em dívida ativa através da compensação de precatórios.

Se isso estiver ocorrendo, o Estado já vem arrecadando menos e, na prática, não haverá a redução de receita como corte das alíquotas para bens de consumo anunciada pelo governo. A proposta de Requião prevê a redução de 18%para 12% das alíquotas cobradas sobre a comercialização de bens de consumo, em um total de mais de 90 mil itens.

Então, se não haverá redução receita, prevalece apenas o aumento da arrecadação, que o governo defende como uma medida “compensatória”. Por ele o governo amealharia R$ 409 milhões a mais de arrecadação ao ano, através do aumento de 27% para 29% no imposto cobrado sobre energia elétrica, comunicação, bebidas e cigarros, e de 26%para 28% para combustíveis. Tá aí: caiu a máscara da “reforma tributária”.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

“REFORMA” SÓ VAI BENEFICIAR OS GRANDES

“Os empresários dos grandes supermercados e lojas de eletrônicos estão felizes. Ganham na hora da compra pelaquantidade adquirida e agora irão ganhar também na hora da venda, pois dificilmente a diminuição da alíquotaserá repassada ao consumidor, prejudicando ainda mais os pequenos empresários. A grande verdade é que essareforma tributária irá privilegiar os grandes empresários e aumentar ainda mais a arrecadação do Estado”.

Deputado Valdir Rossoni, comentando o tarifaço disfarçado de reforma tributária do governo demonstrando queestá em plena forma para reassumir a Liderança da Oposição na próxima segunda-feira.

AS SIMILARIDADES ENTRE REQUIÃO E BUSH

"Requião perdeu a dignidade e o respeito da população. Exatamente como Bush, ele virou objeto de deboche, deescárnio, de avacalhação. Aliás, o americano é considerado por muitos o pior presidente da história dos EstadosUnidos. Aqui, a coisa vai pelo mesmo caminho. Sua excelência, por tudo o que fez e faz no exercício do cargo, mostra-se inferior, inclusive, a Haroldo Leon Peres, o ex-governador nomeado e deposto apenas sete meses após a posse."

Da coluna Bastidores, publicada pela Tribuna do Paraná.

A FATURA DA “REFORMA TRIBUTÁRIA” E O ROMBO DE CAIXA DE R$ 500 MILHÕES

“O momento não é oportuno. Dizem os antigos que caldo de galinha e cautela não fazem mal. E o paranaense deve ficar alerta, porque pode ser ele quem pague a fatura desta reforma tributária”.

Do deputado Élio Rusch (DEM), criticando a “reforma tributária” de Requião. Estima-se que a medida foi feita sob medida cobrir um furo de caixa de R$ 500 milhões do governo. A conferir.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

TARIFAÇO, FÉRIAS COLETIVAS E AS FÉRIAS DO GOVERNADOR

O governador continua a sua viagem de turismo, agora pelo Japão e enquanto isso orientou a base aliada para que amacie a opinião pública e garanta a aprovação do seu tarifaço de impostos, disfarçado de “reforma tributária”.

Nesse meio tempo, pelo menos 35 empresas do setor metal-mecânico de Curitiba e região metropolitana já decidiram que vão dar férias coletivas para seus cerca de 30 mil funcionários em dezembro, um reflexo direto da crise econômica, a qual já provocou paradas em várias montadoras de veículos do Brasil. As férias coletivas, explicou hoje Roberto Karam, presidente do Sindimetal, é uma alternativa para evitar a demissão em massa.


Mas, se o quadro não mudar, o Sindimetal estima que entre 5 a 6 mil pessoas perderão os empregos. Segundo Karam, boa parte das empresas investiu pesado em treinamento destes funcionários e não pretende mandá-los embora, só em ultimo caso. Já se fala, inclusive em negociar com o governo a dilação de prazos de impostos, como ICMS, INSS e outros, que assim daria um fôlego a mais para os empresários, até que osetor engrene novamente numa marcha crescimento.


Estamos citando isso, apenas para ilustrar como a crise financeira, que começou nos Estados Unidos e Europa, está atingindo fortemente o Brasil, inclusive aqui no nosso quintal e que não é hora de aumentar alíquota de impostos, como tenciona a “brilhante” equipe econômica do governador Requião. Elevar as tarifas de luz,gasolina, telefone neste momento de fragilidade das indústrias além de temerário é praticamente dizer para as empresas que demitam funcionários. Ou será que ninguém do governo percebeu isso até agora?

TARIFAÇO PODE PROVOCAR RECESSÃO

O deputado Reni Pereira (PSB), um craque na área tributária - já trabalhou na área fazendária estadual -, recomenda que numa conjuntura complicada como a que o mundo está atravessando e que afeta a todos indiscriminadamente (o exemplo dos metalúrgicos é muito claro), não é prudente aumentar a carga tributária.
O raciocínio de Reni é evidente. Diante de um quadro que sinaliza recessão econômica, resultante da desaceleração da atividade econômica, subir as alíquotas pode prejudicar ainda mais o desempenho da economia,atingindo em efeito cascata a arrecadação tributária.

Reni observa ainda que a súbita valorização do dólar elevou as dívidas interna e externa do estado. De acordo com dados divulgados pelo colunista Celso Nascimento, da Gazeta do Povo, em abril, quando o dólar estava a R$ 1,60, a dívida do Paraná em moeda estrangeira somava R$ 988 milhões; hoje, com o dólar a R$ 2,10, a dívida já cresceu para cerca de R$ 1,3 bilhões.

A dívida interna, que estava em R$ 16,7 bilhões, também sofreu pesada alteração, pois é corrigida por indicadores que incluem a variação cambial. Está nesse bolo a dívida do estado junto à União, decorrente do saneamento do Banestado e que até hoje rende multas para o Paraná.

NÃO ESTÁ HORA DE CORTAR O ORÇAMENTO?

Ao invés de aplicar um tarifaço no setor produtivo do Paraná, o governador deve encarregar a sua equipe de promover um corte no Orçamento do Estado para 2009, para adequá-lo à nova realidade. Será que a proposta inicial de R$ 23, 6 bilhões, que já desembarcou na Assembléia é exequível?

É sabido que a peça orçamentária não levou em consideração o cenário da feroz crise econômica, que derreteu os mercados financeiros e afeta fortemente a produção. Haverá queda de arrecadação, certamente.

Não é só setor metal-mecânico, que está reduzindo a atividade econômica. A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), relatou esta semana que 43% das indústrias paranaenses estão enfrentando problemas para obtercrédito, fruto da crise de confiança que se instalou no setor financeiro.

Outro sinal que situação é delicada foi a decisão do governo federal, anunciada ontem de cortar pelo menos R$ 8 bilhões do Orçamento de 2009, baseada em projeções de redução da atividade econômica, que devem encolher o PIB para algo em torno de 3,7%. Tá na hora do governo do Paraná cair na realidade, porque a crise não é só uma marolinha, como queria fazer crer o presidente Lula.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

REQUIÃO NÃO QUER QUE PROFESSORES GANHEM MAIS

Marlei Fernandes, presidente da APP Sindicato – órgão que representa os professores do Paraná – disse que não entendeu nada quando viu que o governador Requião foi um dos signatários da Adin, que tenta detonar o piso nacional dos professores.

Ela lembrou que a APP recebeu várias manifestações de apoio do governador, ao piso salarial nacional de R$ 950,00, inclusive com declarações de apoio à Lei na imprensa estadual e nacional.


“São mais de 180 anos de luta pelo piso dos professores e mais de um ano e meio de debates com prefeitos e governadores para a elaboração da Lei, que agora é contestada desta forma, como se ela tivesse sido imposta sem debates”, afirmou.

Incrível, não é Marlei. O governador também dá o nó na educação, quando se trata de aplicação dos recursos: diz que gasta 30% com a pasta, mas nunca chegou perto disso, mesmo relacionando como despesas coisas que nada tem a ver com o ensino. Tribunal de Contas que o diga...

E outra: na questão do salário mínimo, criou um piso regional que está entre os mais altos do País, só porque atinge somente a iniciativa privada. Quando se trata de valorizar uma categoria do serviço público, o governador pisa no freio, mas vive dando mal exemplo com o seu salário de R$ 25 mil, que é o mais alto entre os governadores do País, e os gastos desenfreados com mordomias e viagens, que estão na estratosfera. Aí não sobra dinheiro para quem trabalha e merece... Tanta incoerência do governador está fazendo até o PT saltar do barco do governo, pelo menos nesta questão.

EM BRASÍLIA, NINGUÉM AGUENTA REQUIÃO! AQUI TAMBÉM...


O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo deu algumas dicas das razões para o afastamento do presidente Lula do governador Requião. Em recente reunião no Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Bernardo deu a entender que o governador ao invés de agir como um catalisador dos projetos federais para o Paraná, prefere o papel de complicador.

O ministro não deu exemplos práticos, mas disse que quando se mostra um esboço de projeto de obra grandiosa para o Estado, que seria bancada com recursos, o governador vai até Brasília e põe mil e um defeitos no empreendimento, até que o presidente Lula se enche e manda parar tudo.

Quem conhece o governador sabe que ele acha que Deus deve pedir conselhos a ele, tamanha a sua ausência de modéstia, mesmo em assuntos que não domina, por sinal governar é um deles.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

EMPREITEIROS FOGEM DE OBRAS OFICIAIS

O governador Requião já creditou na conta do presidente Lula, o fato de muitos prefeitos do Paraná, incluindo Beto Richa, terem sido reeleitos graças a boas administrações, facilitadas pelo bom momento que a economia do País atravessava.

Pois bem. Usando esta mesma lógica sestrosa, o governador também pode culpar Lula pelo fato de os empreiteiros paranaenses rejeitarem as obras oficiais. O motivo é o excelente momento que a construção civil atravessa, o que torna muito mais interessante e lucrativo erguer obras particulares do que as oficiais, que têm limite de gastos. O resultado é um esvaziamento de licitações do governo do Paraná.

E pelo que tudo indica, a predileção por obras particulares deve continuar, mesmo com o tsunami econômico que varre o mercado financeiro em todo o mundo. O presidente Lula ordenou que a equipe econômica irrigue o crédito do setor para mantê-lo a todo vapor.

Lula sabe que a construção é o motor da economia pelo fator multiplicador que exerce. Por isso, o governo vai despejar R$ 10 bilhões no setor antes do final do ano. Os empreiteiros do Paraná e do Brasil comemoram.

Os daqui duplamente: estão dando o troco de uma operação da Polícia Civil, feita há três anos por ordem de Requião, sob acusação de que os empreiteiros estavam esvaziando deliberadamente as licitações para subir o preço. Agora eles refugam porque têm serviço sobrando e que paga melhor que o governo. Ces't la vie!

SUPERLOTAÇÃO DAS CADEIAS, O RABO PRESO DO GOVERNO REQUIÃO

“Cada um que se vire com seus presos”. A frase é do secretário de (In) Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari e revela que o governo Requião está pouco se lixando para a superlotação das cadeias, estopim de rebeliões e fugas.

“Nos últimos anos tivemos avanços significativos em presídios, mas nenhum avanço em distritos policiais. Da forma como está não é possível”. O comentário é o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cleverson Marinho Teixeira.

O secretário jamais admite que a coisa está degringolando, prefere mascarar a realidade. Mas a OAB, prestou um grande serviço, fazendo um pente-fino nas carceragens das grandes cidades paranaenses. Os advogados ficaram de cabelo em pé com a situação encontrada. Os dados são do Jornal do Estado.

Na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DRFV), por exemplo, a situação é muito grave. A carceragem tem capacidade para 16 presos e abriga 130. É a cadeia com maior índice de presos por vaga, 8,25.

No 9º Distrito Policial para mulheres, 57 detentas ocupam celas com disponibilidade para 16. A Delegacia de Furtos e Roubos (DRF) tem 52 vagas e abriga 69 pessoas. O Centro de Triagem 1 comporta o número de mulheres equivalente às vagas ofertadas, 96. A proporção geral dos distritos policiais de Curitiba chega a 2,6 presos por vaga nas celas.

No total, são 650 pessoas que ocupam lugares com capacidade para 248. Durante as vistorias, a comissão conversou com presos e 75% disseram ser réus primários, 73% estão na faixa etária entre 18 e 23 anos e somente 14% disseram ter 1º grau completo. Cerca de 3% chegaram à conclusão do 2º grau.

RMC E LITORAL: PAIOL DE PÓLVORA PRONTO PARA EXPLODIR


Se na capital, o xadrez das delegacias é um verdadeiro paiol de pólvora, na Região Metropolitana de Curitiba e Litoral, esquecidos pelo Governo Requião, a situação é mais caótica ainda. De acordo com o presidente da OAB-PR, Alberto de Paulo Machado, a delegacia de Paranaguá é a pior do Estado e seguramente uma das piores do país.

Com capacidade para 27 presos, a comissão constatou que a população carcerária chegava a 200 pessoas — 50% afirmava ser réu primário. São 7,5 presos para cada vaga. A cadeia é a que apresenta o maior índice. A Comissão de Direitos Humanos visitou as delegacias de polícia de dez cidades, além de Paranaguá. Em São José dos Pinhais, são 119 presos abrigados em celas com capacidade para 36 pessoas.

Campo Largo também apresenta situação delicada. As 28 vagas chegam a acolher 117 presos. Em todas as delegacias foi constatado excedente. Os dados finais apontam que existem 227 vagas em delegacias da RMC e Litoral, sendo que existem 804 presos. São 3,5 pessoas para cada vaga ofertada, sendo 563 jovens entre 18 e 23 anos.

Um dado que chama atenção é em relação à escolaridade dos presos. Somente 15% afirmaram ter 1º grau completo e menos ainda, 2%, disseram ter escolaridade até o 2º grau.

FRACASSO NA SEGURANÇA PÚBLICA

Esta realidade demonstra que a segurança está abandonada no Paraná e há muito tempo. O secretário Delazari cria esquadrões da polícia como nomes exóticos, tipo “Samurai”, mas é incompetente para resolver o problemas endêmicos de falta de segurança.

Há superlotação das cadeias, que se converteram em verdadeiras escolas de crimes, visto que não existe separação dos presos que cometem delitos graves e daqueles são réus primários. A
s grandes cidades assistem a escalada da violência. Tráfico de drogas e crime organizado nadam de braçada, chegando até cidades do interior do Estado.

Em resumo, a política de segurança do governo Requião é fracassada.
O secretário fica brincando com o seu programa de geoprocessamento da violência, que aliás depõe contra ele próprio.

Se ele sabe quais são os locais com maior incidência de delitos, tráfico de drogas, etc, porque não age preventivamente para impedí-los?

CORONEL DÁ TIRO NO PÉ


Além disso, a insistência em dizer que só a polícia não consegue combater a violência nos bolsões de miséria, é outro tiro no pé. O comandante do policiamento da capital, coronel Jorge Costa Filho, em entrevista à Bandnews , no dia 31 de outubro, reclamou que a Prefeitura de Curitiba deveria investir na Vila das Torres, para ajudar a polícia a combater a violência.

Ora, coronel! O seu governador, a quem o senhor tem que bater continência, fechou as torneiras de recursos para Curitiba por briga política. Muitos destes recursos seriam aplicados em obras sociais. Portanto, coronel, a sua constatação nada mais é do que a percepção que o seu governo abandonou Curitiba e a população carente do Paraná.

Não existe programa de resgate à pobreza. Não adianta dar luz e água de graça. É preciso promover ações de promoção social permanente nas regiões mais pobres. Há dois anos, a PM fez a mesma operação na Vila das Torres e depois saiu e tudo voltou na estaca zero.

Se naquela ocasião, o Estado tivesse levado a sua estrutura e se instalado na Vila das Torres, com – saúde, educação, habitação, trabalho -, certamente hoje estaria colhendo bons frutos. Porque as coisas não acontecem de uma hora para outra, assim como não pioram da noite para o dia. Mas é preciso agir e ter vontade política, mas o governador está mais interessado em se esbaldar em caros passeios por Dubai. E depois manda a conta para o povo pagar.

SOPA DE LETRINHAS NO JAPÃO

Pinçada da coluna de Fábio Campana, publicada nos jornais O Estado e Tribuna do Paraná:

O DIA DO REQUIÃO
O Duce e sua claque ensaiam palavras em japonês. Arigatô, sushi, sashimi, sukiaki, saquê, saionara, samurai, rashi, wassabi, o que significa que a turma ampliou a sua erudição em questões nipônicas. Mais algumas viagens e vocês verão do que são capazes os representantes da cultura paranaense.

POLÍCIA TEM QUE FAZER A SUA PARTE

"Foi uma bela desculpa do coronel. O que falta é a parte desse coronel que tenta esconder a dificuldade de seu governo na área de segurança. Todos sabem que a principal preocupação do paranaense é com a segurança que é deficiente e precária. Falta efetivo, faltam ações estratégicas, nunca tivemos num momento tão preocupante. O coronel que faça a sua parte que Curitiba vai agradecer".

Do prefeito de Curitiba, Beto Richa, em resposta ao comentário do comandante do policiamento da capital, coronel Jorge Costa Filho, dizendo que a polícia estava fazendo a sua parte em ocupação na Vila das Torres e o que faltam são serviços sociais no bairro. O que falta no Paraná é governo, coronel!

TURISTAS PREFEREM SANTA CATARINA

"As pessoas reclamam que os turistas estão trocando o litoral do Paraná pelo de Santa Catarina. Porém, em Santa Catarina, os visitantes encontram praias limpas e infra-estrutura. Aqui, não existem sequer pontos de informações turísticas, banheiros nas praias, lojas de câmbio e pessoas que falem inglês ou espanhol para melhor receber os estrangeiros".

Suzana Gutierrez, argentina, comerciante e há dez anos tem um restaurante em Guaratuba, município que, em feriados e alta temporada, tem acesso complicado tanto por Garuva, pela SC-415, quanto por Guaratuba, via ferryboat (a travessia para veículos pequenos custa R$ 5,10). Vai ser um verão “daqueles” de novo...